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Bolsonaro defende vaquejadas e assina decreto a favor de rodeios na Festa do Peão de Barretos (SP)

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O presidente Jair Bolsonaro (PSL), diante de uma plateia de 30 mil pessoas na arena da 64ª Festa de Peão Boiadeiro de Barretos no último sábado (17), defendeu a realização de vaquejadas e assinou um decreto a favor da exploração e tortura de animais em espetáculos de rodeios, como a autorização para atividades como a Prova do Laço.

Ovacionado, ele declarou pleno apoio aos organizadores de vaquejadas e rodeios. “Respeito todas as instituições, mas lealdade eu devo a vocês. O Brasil está acima de tudo. Neste momento em que muitos criticam a festa de peões e a vaquejada, quero dizer com muito orgulho que estou com vocês. Não existe politicamente correto. Existe o que precisa ser feito”, disse.

Com o decreto, serão estabelecidos padrões de “bem-estar” animal que atendem aos interesses daqueles que exploram os animais e a fiscalização ficará sob a responsabilidade do Ministério da Agricultura. O deputado federal Capitão Augusto (PSL-SP), que também estava presente, aproveitou para afirmar o retorno da a frente parlamentar pela promoção de rodeios e vaquejadas, presidida por ele.

Também estavam presentes, segundo matéria publicada pelo O Globo, Ronaldo Caiado (DEM), governador de Goiás, e Ricardo da Rocha, presidente do Independentes, grupo organizador da Festa de Peão Boiadeiro de Barretos. Após o pronunciamento, Bolsonaro deu duas voltas ao redor da arena montado em um cavalo.

Rodeios são atividades extremamente traumáticas para os animais, tanto físico quanto psicologicamente. Além dos abusos sofridos durante os treinamentos e os bastidores, são utilizados instrumentos que visam causar sofrimento aos animais como o sedém (que comprime região sensível do animal na qual se localiza parte dos intestinos, além do prepúcio – onde se aloja o pênis), as esporas (pontiagudas ou não, são acopladas às botas dos peões, servindo para golpear o animal).

Em uma entrevista à ANDA, o psiquiatra forense Guido Palomba se manifestou sobre a lamentável posição de políticos que fomentam práticas bárbaras. “Eu acho um verdadeiro absurdo, são pessoas com no mínimo pouca capacidade de compreensão, de sentimento, sentimento superior de piedade e de compaixão. É um crime, são criminosos e deveriam pagar por essa insensibilidade moral. Isso é ridículo e fazer isso em nome da cultura é pior ainda”, disse.

Foto: internet

Fonte: anda.jor.br

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