Início NOTÍCIAS Detido caçador mais temido em Angola

Detido caçador mais temido em Angola

7
0

Clicar sobre a imagem para editar ou atualizar.

Remover imagem destacada

A Unidade de Crimes Ambientais (UCA) destacada na aldeia comunal da Jamba, município do Rivungo, província do Cuando Cubango, deteve na semana finda o cidadão nacional Fernando Tchissengue “Tronco”, de 48 anos de idade, conhecido como o caçador furtivo mais temido, pois abatia vários animais selvagens nos parques nacionais do Luengue-Luiana e de Mavinga.

O chefe das operações da UCA, António Lopes, disse que o caçador foi apanhado em flagrante delito no parque nacional Luengue-Luiana com um embrulho de carne de animal abatido da espécie Ngunga, utensílios de caça e meios militares, violando o Decreto Executivo nº469/15 de 13 de Julho.

António Lopes salientou que Fernando Tchissingui “Tronco” é reincidente no crime de caça furtiva e já foi detido mais de 15 vezes, por abater várias manadas de animais selvagens, com realce para elefantes, rinocerontes, búfalos, entre outras espécies, para fins comerciais.

António Lopes afirmou que o referido caçador confessou que actuava em estreita colaboração com os comandantes da Polícia Nacional (PN) e das Forças Armadas Angolanas (FAA), destacados na comuna da Jamba, que lhe forneciam os meios militares e o ajudavam para a sua soltura, sempre que fosse detido.

António Lopes garantiu que nos próximos dias será efectuado um inquérito nas unidades da Polícia Nacional e das Forças Armadas Angolanas, na comuna da Jamba, para se apurar esta informação. Caso seja verdadeira, acrescentou, a Unidade de Crimes Ambientais (UCA), vai remeter o caso à Procuradoria-Geral da República (PGR).

“Graças o trabalho árduo desenvolvido pela equipa multissectorial composta por efectivos dos órgãos de defesa, da segurança nacional e fiscais ambientais foi possível deter o caçador “Tronco”, o homem que tem dizimado muitos animais de grande porte nos parques nacionais de Mavinga e Luengue-Luiana”, disse.

Combate ao crime

O governador do Cuando Cubango, Júlio Bessa, depois de aperceber-se da detenção de Fernando Tchissingui manteve, por mais de três horas, uma conversa amena com o transgressor. O governador considerou Tronco uma peça fundamental para o combate cerrado aos caçadores furtivos na região.

Júlio Bessa garantiu que Fernando Tchissingui “Tronco” será formado nos próximos dias como fiscal ambiental “Soldado da natureza”, para trabalhar em estreita colaboração com o governo do Cuando Cubango, para pôr cobro à caça furtiva, visto que é detentor de informações importantes sobre os modus operandis dos caçadores furtivos.

“Para o combate de crimes ambientais, muitas vezes, é necessário trabalharmos com pessoas que conhecem perfeitamente como os caçadores furtivos ludibriam os fiscais e abatem animais selvagens”, disse.

Fernando Tchissingui “Tronco” confessou à equipa de reportagem do Jornal de Angola que conhece todas as vias que os caçadores furtivos nacionais e estrangeiros, com realce para os provenientes da Namíbia e da Zâmbia usam para entrar no Parque Nacional do Luengue-Luiana e dizimarem, principalmente, elefantes para o comércio do marfim.

Garantiu que vai prestar todo o apoio necessário ao combate cerrado à caça furtiva na região, visto que, doravante, já não vai necessitar aniquilar os animais selvagens nos parques nacionais de Mavinga e Luengue-Luiana, porque já conseguiu um emprego legal, que lhe vai permitir sustentar condignamente a sua família.

Fez saber que há mais de 20 anos desempenha a actividade como caçador furtivo, sobretudo no parque nacional de Luengue-Luiana, que possui uma extensão territorial de 45.828 quilómetros quadrados, e nunca se sentiu ameaçado com a presença dos fiscais ambientais.

“Sei perfeitamente a rota que os caçadores furtivos nacionais e os provenientes da Namíbia e da Zâmbia usam para aniquilar os animais selvagens do parque nacional Luengue-Luiana. Quando eu estiver nas vestes de fiscal ambiental os caçadores furtivos vão sentir a mão pesada da lei”.

Por Victória Quinta

Fonte e foto: Jornal de Angola / mantida a grafia original

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui