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Ativistas vencem batalha enquanto o governo português aumenta imposto sobre ingressos de touradas

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O governo Português está pronto para aumentar os impostos sobre os ingressos para os eventos de touradas depois de uma votação controversa no parlamento que colocou ativistas de direitos dos animais contra apoiadores do esporte tradicional.

O aumento fará com que o IVA sobre os ingressos suba de seis por cento para o máximo de 23 por cento depois de meses de debate. Representantes do Partido Socialista do governo de Costa foram instruídos a votar em favor do aumento, a despeito de alguns alegarem que as touradas deveriam ser tratadas como “uma parte integrante da herança Portuguesa e importante para a economia local”.

A tourada em Portugal difere ligeiramente da tradicional da Espanha. Consiste em segurar o touro pelos chifres e derrubá-lo em submissão. Pequenas lanças, conhecidas como bandarilhas, são fincadas nas costas do touro, mas diferente da Espanha, o animal não é morto com a espada no final da luta, embora eles às vezes sejam abatidos depois fora das vistas da audiência.

Entretanto, para os ativistas de direitos dos animais, esta vitória é meramente uma batalha, não a guerra. Em 2018, o parlamento votou contra a proibição total das touradas em sua contestação, entretanto, o Ministro da Cultura, Graca Fonseca, já defendeu previamente o aumento do IVA das touradas mais do que qualquer outro evento, e declarou que “isso é uma questão de civilização”. O político André Silva, líder do Partido PAN (Pessoas – Animais – Natureza) descreveu as touradas como “demonstração da mais abjeta covardia de que a espécie humana é capaz: diversão repugnante sobre a vulnerabilidade dos outros”.

Apesar da votação do dia 5 de fevereiro, apoiadores do espetáculo contestado disseram que não desistirão da luta contra o aumento de imposto. A ProToiro, Federação Portuguesa de Tauromaquia, anunciou no dia 6 que pedirá ao Presidente Marcelo Rebelo de Sousa para vetar a mudança na lei, que no ponto de vista da Federação seria “discriminatório e inconstitucional”, ao tratar a tourada diferentemente de outras atividades culturais.

“Está em suas mãos como garantidor da Constituição excluir esta ilegalidade manifesta e flagrante que fere e ofende os direitos e liberdades dos portugueses”, disse Hélder Milheiro, Secretário-Geral da ProToiro.

Tradução de Fátima C G Maciel 

Fonte e foto: AlgarveDailyNews.Com

Nota do Olhar Animal: O propósito dos ativistas é o fim das touradas e a estratégia é, diante da impossibilidade momentânea de banir esta prática no campo legislativo, optar por criar dificuldades para sua realização em outras esferas, como na tributária.

 

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