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Oficiais espancam cães até a morte na China ‘para evitar coronavírus’

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Oficiais chineses foram acusados de espancarem dois cães de rua até a morte na manhã de terça-feira (11) em Nanchong, cidade da Província de Sichuan. Como informa o grupo de voluntários Nanchong Stray Animal Rescue, o ato ocorreu por volta das 9h no complexo residencial Guibi Garden.

O objetivo do ataque era “impedir que os animais transmitissem o coronavírus”. Segundo uma reportagem MailOnline, oficiais haviam avisado nesta segunda-feira (10) que nenhum animal era permitido fora das casas.

Durante o aviso, os oficiais informaram que se algum cachorro fosse avistado pelas ruas do complexo, ele seria morto independentemente se tivesse dono. Em um vídeo gravado por um morador, é possível ver um oficial batendo em um dos cães com um longo bastão de madeira.

Os oficiais negaram as acusações, alegando que eles estavam apenas protegendo os moradores, uma vez que aqueles cachorros eram perigosos e haviam atacado pessoas do complexo. Apesar disso, um voluntário do Nanchong Stray Animal Rescue informou que os cães apresentavam um comportamento dócil e, antes do ataque, eles estavam sendo alimentados pelos moradores.

Os boatos de que cães e gatos poderiam ser transmissores do coronavírus se espalharam pela China após o especialista em doenças infecciosas, Li Lanjuan, declarar que esses animais também deveriam ser colocados em quarentena.

Com isso, diversas comunidades passaram a recomendar que cidadãos se livrassem de seus animais de estimação. No entanto, a Organização Mundial de Saúde (OMS) esclareceu que não existem evidências de que cães e gatos possam contrair o vírus.

Após o ataque envolvendo os cães e o esclarecimento da OMS, autoridades chinesas estão concentrando esforços para impedir que os chineses abandonem seus pets nas ruas. Até o momento, 1,1 mil mortes foram registradas na China e mais de 45 mil pessoas já foram infectadas pelo coronavírus.

Por Kris Gaiato

Fonte e foto: Tecmundo

Nota do Olhar Animal: Não compactue com quem mistura xenofobia, racismo e outros ódios seus com a defesa dos interesses dos animais. A China está extremamente longe de ser um dos melhores países para os animais não humanos, mas atrocidades cometidas contra os bichos ocorrem em todo o mundo, inclusive naqueles que possivelmente servem de paradigma para quem dissemina o ódio. Canadá, França, Dinamarca, EUA, Alemanha… não há exceção. Bilhões de animais morrem, especialmente devido ao consumo humano e o Brasil é um dos piores nesse ranking.

O discurso de ódio é dirigido contra os humanos “mais diferentes” fisicamente, culturalmente, etc. O anti-especismo, que norteia (ou deveria nortear) a luta pelo respeito aos interesses dos animais, aponta exatamente para o reconhecimento e respeito às diferenças. É uma postura inclusiva e indica a irrelevância destes aspectos para a consideração moral de um ser senciente. É uma gigantesca incoerência massacrar moralmente todo um povo pela violência de indivíduos contra os animais, como se não houvesse diversidade entre seus próprios membros. Mas este discurso de ódio, destruidor da civilidade, nada tem a ver com os animais e quer homogeneizar toda uma população para poder condenar todo o conjunto. Muitas pessoas usam desonestamente a oportunidade criada pelo coronavírus para expor todo o seu ódio aos “diferentes”, buscando arrebanhar adeptos e disseminar a intolerância.

Combatamos toda a violência contra os animais não humanos, venha de onde vier, sem usá-la para criar violências iguais

 

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