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‘Campos da Escravidão!’ Grupos fazem campanha contra uso de animais em charretes em Campos do Jordão, SP

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Ativistas da ONG Olhar Animal, dos santuários Abraço Animal e Filhos de Shanti, do Coletivo Vox Vegan e da Associação Itanhaense de Proteção aos Animais se uniram para lançar nesta quarta-feira, 19/02, a campanha “Campos da Escravidão!“, pelo fim do uso de animais para a tração de charretes em passeios turísticos na cidade de Campos do Jordão, na Serra Mantiqueira, interior de São Paulo.

A mobilização teve início às vésperas da sessão de 04/12/2019 da Câmara Municipal, que votou e aprovou o projeto de lei n º 73/2019 regulamentando o uso de animais para a tração de charretes na cidade e que contou com a presença e o protesto de protetores de animais.

Apesar de informados sobre os argumentos para que o PL em votação fosse rejeitado e substituído por um que proibisse a atividade que causa sofrimento aos bichos, o prefeito Fred Guidoni, o presidente da Câmara, vereador Filipe Cintra, e os demais parlamentares preferiram ignorá-los, e apoiaram o texto que manteve a escravidão dos cavalos. As exceções foram o vereador Márcio Toledo e a vereadora Maria Joaquina dos Santos, que votaram contra o PL e em favor dos animais.

O reinício das ações dos defensores dos animais ocorreu hoje, 19/02/2020, com o envio de uma mensagem para associações, hotéis, restaurantes e outras empresas ligadas ao setor turístico de Campos do Jordão, dando ciência e esclarecimentos sobre o tema. Em anexo, foi remetido o banner (abaixo) que está sendo difundido pela internet e que pede que os turistas considerem não visitar Campos do Jordão em virtude do tratamento dispensado aos animais.

Em seguida, outra mensagem foi direcionada ao prefeito e aos vereadores, notificando-os sobre a retomada  do movimento contra a escravidão dos cavalos.

Os ativistas pretendem que o texto aprovado no ano passado seja substituído por um que dê fim à exploração de animais, substituindo a tração animal por outras forças motrizes. “O processo civilizatório avança e a sociedade cada vez menos tolera a imposição de sofrimento aos animais”, afirmam os ativistas. “O sofrimento dos cavalos atrelados a charretes é cotidiano. O raciocínio é simples: além das exaustivas jornadas de trabalho, manter um animal do porte de um cavalo com todos os cuidados que devem receber (alimentação adequada, suplementos, atendimento veterinário, medicamentos, etc.) inviabiliza economicamente seu uso para os passeios”, concluem os protetores.

Cidades já baniram o uso de charretes e carroças ou estão em vias de fazê-lo. Petrópolis (RJ), por exemplo, adotou as charmosas ‘carruagens elétricas’ (foto em destaque na matéria). Na Ilha de Paquetá (RJ) as tradicionalíssimas charretes foram banidas, Porto Alegre (RS) disse adeus às carroças, Aparecida (SP) já se comprometeu com o fim das charretes.

E os charreteiros? Os ativistas propõe que deva fazer parte do processo de substituição das charretes a capacitação dos condutores para a operação dos veículos.

Os ativistas informam que manterão a campanha até que a prefeitura de Campos do Jordão substitua as charretes e que intensificarão o movimento às vésperas das eleições municipais de 2020, se até lá não houver avanços significativos.

Fonte e foto: Olhar Animal

Esta matéria será atualizada para a inclusão na lista abaixo de grupos de proteção animal que manifestem apoio à campanha.

  • ONG Olhar Animal
  • Santuário Abraço Animal
  • Santuário Filhos de Shanti
  • Coletivo Vox Vegan
  • Associação Itanhaense de Proteção aos Animais

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