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Caçadores arrancam os dentes e as patas de um leopardo e o jogam no rio

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A polícia prendeu quatro suspeitos do assassinato do leopardo, que tinham entre seus pertences o cadáver de um elefante bebê.

O corpo de um leopardo adulto, uma espécie considerada ameaçada de extinção, foi encontrado deitado às margens de um rio, sem as patas dianteiras e sem os dentes na mandíbula, um ato suspeito de ter sido realizado por um grupo de caçadores ilegais.

Segundo informações do jornal Metro, o fato aconteceu em 31 de dezembro, fora do Parque Nacional de Udawalawe, no sul do Sri Lanka, onde se acredita que apenas dez leopardos, incluindo o falecido, continuam a viver livremente na natureza.

Polícia prende quatro caçadores como possíveis autores

No país insular, localizado ao sul da Índia, no Oceano Índico, é comum a atividade de caçadores ilegais, cujas presas mais cobiçadas são os leopardos, já que sua pele, dentes e unhas são altamente demandados no mercado negro para uso na medicina tradicional asiática.

Segundo relatos e a mídia local, a polícia prendeu quatro indivíduos suspeitos de caça ilegal. 

Um elefante bebê, outra vítima dos caçadores presos

Entre seus pertences, policiais encontraram o cadáver de um elefante bebê, informou o jornal Newsfirst Sri Lanka.

Suspeita-se que o filhote de elefante tenha sido morto após morder uma isca explosiva chamada “hakka patas”, que os caçadores usam cada vez mais para matar ou mutilar animais no Sri Lanka.

Fotos de leopardo assassinado e mutilado mostram triste realidade

A fotógrafa de vida selvagem, Sumudu Soyza, visitou o Parque Nacional de Udawalawe há algumas semanas, e conseguiu captar várias fotografias do leopardo mutilado.

Soyza denunciou que a caça ilegal se tornou um grande problema no Parque Nacional de Udawalawe, mas “ninguém liga”, pois poucos caçadores são punidos.

“Este ato criminoso não deve ser considerado leve devido à gravidade da situação e suas consequências”, disse Soyza.

Enquanto isso, o deputado Wimalaweera Dissanayake lamentou que nos últimos 50 anos pouco tenha mudado a lei para proteger esses animais.

“Essa foi a mesma resposta que dei na década de 1970. Mesmo depois de 50 anos, estou dizendo a mesma coisa”, disse Dissanayake.

Diante disso, ele convocou as diferentes ordens do governo para encontrarem uma solução para esse assunto nas próximas semanas.

Por Karina H. Barrera / Tradução de Thaís Perin Gasparindo

Fonte e foto: SDP Noticias

 

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