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“Fique em casa, mas ajude um animal sem lar” é a nova campanha da ANDA

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A ANDA está lançando a campanha “Fique em casa, mas ajude um animal sem lar” que visa criar uma conexão entre a população que se encontra em isolamento e as pessoas dispostas a continuar um árduo trabalho pelas ruas, praças, parques e cemitérios para alimentar seres famintos a espera de uma ajuda.

Milhares de cães e gatos que eram assistidos por protetores agora vagueiam pelas ruas sem nada entender. Muitos deles perderam suas refeições diárias e não há mais restos de comida pelo chão porque pontos de ônibus, bares e restaurantes estão vazios. Por outro lado, muitos protetores ainda continuam tentando alimentar cães comunitários, colônias de gatos e animais que já começam a ser abandonados nas ruas devido à falsa informação de que podem transmitir covid-19. Mas essas pessoas também estão ficando com as mãos vazias e o coração cheio de angústia.

A ANDA fará uma série de matérias falando um pouco do trabalho de ONGs e protetores empenhados nessa saga diária fornecendo o contato desses “heróis invisíveis” e as formas “seguras” de ajudá-los. É uma emergência e se todos colaborarem nem que seja com um saco de ração comprado pela internet, já será possível mudar um pouco esse triste cenário.

Nessa matéria de estreia os protetores são todos de SP, mas a campanha pretende atingir vários estados na esperança de que, mesmo ficando em casa, as pessoas possam pensar naqueles que dependem dos humanos para continuar sua jornada.

Conheça algumas histórias e colabore comprando ração nas pet shops indicadas abaixo mencionando a ONG ou protetor que você deseja ajudar.

A Jacy Malagoli, que dirige a Avama – Ação Pró-Vida Animal e Meio Ambiente, de Osasco, tem sob seus cuidados mais de 100 cães e foi atingida de cheio pela crise: “Fazíamos feiras em áreas públicas e shoppings. Em sete anos conseguimos adoção para cerca de cinco mil animais. Também realizávamos mutirões de castração. Para os próximos já havia 400 animais inscritos incluindo vários comunitários. Agora, com tudo parado e queda brusca de doações, entramos em colapso. Não estamos conseguindo atender os cães que vivem nas ruas e nem os que estamos abrigando”. Para ajudar compre na Pet Central Osasco 3682 4609 ou 9 6011 6136 (watts) e Casa Coelho 3681 8203.

Uma situação caótica vive também Doroti Botoni, da ONG Amanimal e que cuida de um total de 250 animais (na sua grande maioria gatos) entre os bairros de Pirituba, Jaraguá e Lapa. Ela abastece a “barriguinha” dos animais que já a conhecem e dos que tem aparecido recentemente no caminho: “Nas minhas andanças tenho notado a presença de muitos cães novos e eles parecem assustados, meio atordoados.  Nãos sei se é a escassez de alimento ou se foram recentemente abandonados. Fato é que não dá para deixar sem comida. Eu gostaria de ficar protegida em casa como todo mundo tem feito, mas se eu fizer isso quem vai cuidar deles?”.  Para ajudar compre na Pet Family 3906-0833.

A protetora Roberta Eliana da Costa vive em meio ao caos num condomínio popular no Grajaú. Lá ela recolhe frequentemente animais vítimas de abusos dos mais brutais, se arriscando entre os criminosos locais. Nem dá para saber quantos são os animais necessitados tal a quantidade com que surgem: “Aqui tem cachorro esfaqueado, baleado, gato com olho furado e até que foi jogado na fogueira. É um antro de crueldade. Você encontra animal com todo tipo de machucado porque são muitos os agressores. Eu faço o que posso, mas mesmo assim sempre falta o básico para atender a todos os animais”. Para ajudar compre na Petz 2181-7312.

Tem também uma rotina bem arriscada a protetora Ana Cavalcanti, de Campinas, que sai até de madrugada para alimentar cerca de 60 cães e duas colônias de gatos em regiões mórbidas da cidade: “Eles já conhecem meu carro e quando me veem começam a correr atrás de mim feito loucos. Para evitar que sejam atropelados levo comida em horários bem vazios. A escassez de alimento tem sido tanta que até cachorro do mato tem aparecido nos pontos de comida”. Ana é cantora e organiza há algum tempo o evento “Cantar faz bem pra cachorro” com vários músicos, regado à comida vegana e cuja renda é usada no tratamento e alimentação dos animais em situação de rua. Para ajudar compre na Agrobel  (19) 3227-2880.

A ONG Salvando Vidas, de São Roque, também tem uma missão que não é nada fácil para sustentar cerca de 200 cães (49 deles retirados de um canil de Cotia onde se comprovou maus-tratos). E cada dia aparecem mais animais nas ruas. A protetora Evelize Paula explica: “As adoções e doações despencaram.  Além disso, cuido de vários animais idosos e deficientes, ou seja, a situação está realmente muito difícil. A ração e fraldas chegaram a acabar por esses dias e foi com muito custo que consegui levantar recursos para alimentar tantos animais”. Para ajudar compre na Agroverde 4719 9393 e 4712 8333.

Compartilhe também os cartazes da campanha da ANDA com a hashtag #AjudeUmAnimalSemLar

Por                                                     

Fátima ChuEcco

Fonte e foto: anda.jor.br

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