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Morre elefanta que passou 59 anos presa em zoo nos EUA

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Fátima ChuEcco

 

Ambika nasceu na India, foi explorada em serviços forçados e depois entregue ao zoo americano.

A elefanta Ambika gozou bem pouco da liberdade e morreu no dia 27 de março aos 72 anos no Smithsonian`s National Zoo and Conservation Biology Institute, em Washington, nos EUA. Ela era o animal mais velho do zoo, onde passou seus últimos 59 anos. Ambika nasceu na Índia por volta de 1948 e foi capturada na floresta de Coorg aos 8 anos de idade. Ela então foi explorada em trabalhos forçados até 1961, carregando pesadas toras de madeiras.

Com 13 anos de idade, foi dada ao zoo dos EUA, onde passou a viver com outros elefantes asiáticos. Aos 60 anos, precisou tratar uma osteoartrite e passou a tomar anti-inflamatórios, analgésicos e suplementos para as articulações. O tratamento funcionou bem no início, mas depois Ambika desenvolveu lesões nas patas e unhas. O quadro foi se agravando nos últimos anos a ponto da elefanta não suportar mais seu próprio peso e ter dificuldade para manter-se em pé.

Ambika também deixou de interagir com seus antigos companheiros elefantes, Shanthi e Bozie, buscando total isolamento. Diante do quadro de dor e progressão das lesões sem possibilidade de melhora do quadro, os veterinários decidiram induzi-la à morte.

“O sacrifício de Ambika ocorreu no celeiro dos elefantes. Shanthi e Bozie não estavam presentes no procedimento, mas tiveram a oportunidade de passar algum tempo com sua falecida companheira, devido ao seu estreito vínculo com ela”, diz o comunicado no site do zoo.

Segundo os veterinários do zoo, o processo de explorar o corpo do elefante morto é um reconhecimento da morte e provavelmente faz parte de um processo de luto. Os elefantes geralmente tocam as glândulas temporais, o canal auditivo, a boca e a ponta do tronco. Muitas vezes, eles fazem uma vocalização estridente enquanto inspecionam o corpo.

Shanthi e Bozie andaram em torno de Ambika por cerca de 20 minutos. Eles a cheiraram e tocaram. Embora o par de elefantes tenha uma comunicação bastante oral, os animais se mantiveram absolutamente calados durante o último encontro com Ambika.

A elefanta exerceu o papel de embaixadora educacional sobre sua espécie participando de programas de conservação de animais em extinção que o instituto realiza junto à população. Ela também foi bastante estudada por cientistas por meio de suas amostras de sangue e radiografias tiradas por ocasião de seus problemas nas articulações. Os pesquisadores também estudaram suas vocalizações e relacionamento com outros elefantes. Ambika não teve filhos.

Fonte e foto: anda.jor.br

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