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Cavalo vítima de maus-tratos morre nas ruas de São João del-Rei, MG

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No último domingo (19), um cavalo vítima de maus tratos morreu em São João del-Rei. O animal havia sido abandonado nas ruas, estava doente e muito machucado. Embora tenha sido tratado por veterinários, não conseguiu resistir e teve que ser sacrificado.

“Conforme relato do pessoal que estava lá, o dono já tinha ciência que ele estava naquela situação e não se preocupou, falou que não queria nem saber”, conta a testemunha Júlia Silva Resende.

De acordo com ela, o animal se machucou ainda mais porque ficou preso em uma ladeira e, como estava sem forças, caía toda vez que tentava se levantar. “Ele já estava muito debilitado, estava o dia inteiro lutando, foi quando eu presenciei uma cena que nunca tinha visto, quando o cavalo chorou. Eu vi a lágrima descer dele”, relata, emocionada.

Tentativa de tratamento

A presidente da Comissão de Proteção aos Animais de Tiradentes (Compat), Luanda Conrado, foi ao local para tentar ajudar o animal, levando remédios e soro. Além da anemia severa e desidratação, o cavalo tinha bichos por todo o corpo. “Muitos carrapatos pelo corpo inteiro, cabeça, orelha, debaixo da barriga, na região do ânus, era muito carrapato mesmo. Além disso a orelha que estava caída estava com uma grande bicheira, cheia de bichos”, ressalta.

O veterinário Elton Pereira se juntou ao grupo para tentar salvar o animal. Porém, como o cavalo estava muito debilitado – com a saúde comprometida, machucados e bichos por todo o corpo – além de ter idade aproximada de 30 anos, os profissionais decidiram sacrificá-lo.

Luanda Conrado também registrou um Boletim de Ocorrência para tentar encontrar e punir o dono do animal que, de acordo com testemunhas, é conhecido como “Geraldo Carroceiro do Barro Preto”. A presidente da Compat revela que recebeu denúncias de que Geraldo teria outros três cavalos em situação parecida com a do animal achado na rua. “Estamos tentando acionar a polícia e o deputado estadual Osvaldo Lopes para ver se pegamos a posse destes outros animais”, destaca.

Negligência do tutor

Uma outra testemunha que não quis se identificar diz que o tutor do animal o deixava sempre em um lote na rua, e que, muitas vezes, ficava tempos sem aparecer para alimentar o cavalo.

“Nunca tinha lugar para o cavalo, deixava nesse lugar só mesmo, só com cercado e sem nenhuma cobertura. Dias de chuva, ele ficava na rua também”, relembra a testemunha. Segundo ela, o animal já estava visivelmente magro e não se movimentava muito.

Ela conta que pensou em denunciar o dono por maus-tratos várias vezes, mas que não o fez por medo de sofrer alguma retaliação. “Meu namorado achou melhor eu não fazer isso porque ficou com medo de que alguém poderia fazer algo de ruim com a gente”.

Por Carol Rodrigues

Fonte  e foto: Notícias Gerais

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