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“É imperativo zelar pela vida dos animais” durante a pandemia, diz vereadora

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joaph/pixabay

A vereadora de Salvador (BA) Ana Rita Tavares reforçou a necessidade dos governantes e da sociedade como um todo agirem em prol da proteção dos animais durante a pandemia de coronavírus. Com a crise econômica gerada pelo vírus, os abandonos aumentaram, as contribuições para manutenção de ONGs diminuíram, as adoções caíram e a fome, a sede e o sofrimento dos animais cresceram.

Advogada e ativista pelos direitos animais, Ana Rita posicionou-se sobre o caso na tentativa de somar forças em prol da causa animal.

“A pandemia do novo coronavírus impõe ao Poder Público e à coletividade a adoção de medidas enérgicas e urgentes de amparo a trabalhadores, àqueles que perderam o emprego, famílias, população em situação de vulnerabilidade socioeconômica, empresas e, inclusive, aos animais que vivem nas ruas, sob a guarda de pessoas carentes ou de organizações não governamentais”, escreveu.

Com os comércios fechados, muitos animais ficaram sem alimentação, já que recebiam comida ofertada por comerciantes e clientes dos estabelecimentos, que agora não conseguem mais ajudá-los.

“Conclamo as autoridades e a sociedade a encarar, como um dos desafios que devem ser superados com celeridade e empenho, a dura realidade vivenciada por milhares de caninos e felinos, que, com a restrição da circulação de pessoas, das atividades comerciais e redução do poder aquisitivo da população, padecem vítimas do abandono e da fome”, lembrou a vereadora.

“No cenário de crise econômica, sem contar com a fonte de renda habitual e com as doações que costumavam arrecadar, são muitas as pessoas que não conseguem mais alimentar os animais que estão sob a sua guarda, os não domiciliados que vivem na vizinhança ou aqueles abrigados pelas entidades não governamentais”, completou.

Apesar das dificuldades enfrentadas pelas famílias, abandonar animais não deve ser visto como uma possibilidade, e quem for flagrado realizando tal ato poderá ser punido por praticar um crime previsto na Lei de Crimes Ambientais, que prevê multa e detenção de até um ano aos criminosos.

“A suspensão do funcionamento de restaurantes e estabelecimentos similares agravou ainda mais a situação, pois são locais onde caninos e felinos costumam se alimentar com sobras de comida”, reforçou a parlamentar.

Ana Rita lembrou ainda que tratar os animais com descaso, permitindo que eles sofram e padeçam nas ruas, não é apenas cruel, mas também preocupante, já que pode impactar não só a saúde do próprio animal, como o bem-estar da população.

“Evidentemente, proteger os caninos e felinos que se encontram em situação de vulnerabilidade tem impacto direto sobre a saúde e o bem-estar da população. Privados de alimentação regular e de assistência adequada, os animais sofrem de desnutrição, o que, consequentemente, enfraquece as defesas do organismo contra a ação de bactérias, vírus ou fungos que provocam doenças transmissíveis a outros animais ou aos seres humanos”, explicou.

A senciência, que garante aos animais a capacidade de sentir e sofrer, também foi citada pela ativista. “Ademais, é imperativo zelar pela vida dos animais porque são seres sencientes, capazes, assim como os humanos, com diferenças de grau, de ter percepções conscientes da realidade em que estão envolvidos, de experimentar sensações de dor, angústia, solidão, alegria, e têm direito a uma vida digna e livre de sofrimento, pois são amparados pela Constituição Federal, art. 225, que incumbe ao Poder Público e à coletividade o dever de protegê-los”, reforçou.

Ana Rita deixou claro que, em meio à crise do coronavírus, não se pode deixar ninguém para trás. Vidas humanas devem ser cuidadas, mas não só. Os animais também precisam ser amparados.

“É preciso amparar todas e todos impactados com a crise social, econômica e de saúde provocada pela pandemia do novo coronavírus. E os animais também estão vulneráveis. As autoridades devem agir prontamente, cumprir o seu dever legal, a fim de assegurar a oferta de ração e assistência continuada a caninos e felinos que enfrentam a fome, sofrem, padecem vítimas de doenças diversas, o que também representa risco à saúde pública, à coletividade”, afirmou a vereadora.

“Como ativista que, há mais de vinte anos, enfrenta as dificuldades vivenciadas pelos animais, suplico por solidariedade, empatia e união. Mais do que nunca, é o momento de cada um dar um pouco de si, fortalecendo a corrente de cidadania e compaixão para livrar do sofrimento milhares de seres indefesos”, concluiu.

Fonte: anda.jor.br

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