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Ex-vereador admite matança de animais em massa no CCZ de Campo Grande (MS) e revolta protetores

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A protetora de animais Amanda Bilesk fez vídeo, nesta semana, e promoveu nas redes sociais um protesto contra a possibilidade de troca da sub-secretária do Bem-Estar Animal de Campo Grande, Ana Cristina Castro, pelo ex-vereador e ex-diretor do CCZ Francisco, o veterinário ‘Chico’.

Ela diz que representa várias ONGs e que Francisco não está apto ao cargo por ter promovido eutanásia em massa de animais com leishmaniose na cidade.

Amanda Bilesk fez vídeo representando as ONGs Cão Feliz, Fiel Amigos, Mapan, Anjos de Quatro Patas, Pedacinho do Céu, Amicats e Abrigo dos Bichos. Ela afirma que o CCZ e a causa animal não andam de mãos dadas. E fez crítica aos serviços do Centro de Controle de Zoonoses dizendo que não são benéficos à sociedade. 

“Todos nós juntos em uma única voz para nos colocar veementemente contra a possibilidade levantada pelo nosso poder público de substituir a Ana Cristina sub-secretária a Sub Secretaria de Bem-Estar Animal de Campo Grande, pelo ex-vereador Chico. Gente, a Ana está fazendo um excelente trabalho. Está alcançando conquistas e trazendo resultados que nunca tivemos em Campo Grande.”

Amanda cita que o ex-vereador teve oportunidade de mostrar o trabalho durante o período de vereança e não o fez. “Temos vídeo dele falando claramente, com tranquilidade e sem nenhum remorso que ele já fez eutanásia de 262 animais no CCZ em um único dia. Nós estamos aqui para deixar claro que a causa animal é manter a vida dos animais com dignidade e não sobre cercear o direito a vida. E nós não vamos aceitar essa arbitrariedade do poder público. Nós pedimos que, se você concorda com a gente. Compartilhe esse vídeo, poste nas suas redes sociais e marque o prefeito [Marquinhos Trad]. Deixe claro para ele, que a causa animal tem voz e nós estamos aqui para representar aqueles que não pode falar.”

O outro lado

Em contato com a assessoria de comunicação do veterinário Francisco foi afirmado que o trecho do vídeo foi cortado e que está fora de contexto. Foi dito ainda que o ex-vereador contava aos participantes de um evento sobre como eram feitos procedimentos para diminuir o índice de leishmaniose e controle da saúde pública na cidade. O veterinário reforçou que luta há mais de 40 anos pela causa animal.

“O vídeo foi feito a mais de 2 anos atrás, durante uma reunião no Combea, onde estava sendo explicado as diretrizes do Ministério da saúde, onde todo animal que testava positivo para leishmaniose era feito a eutanásia. Ressaltando que o vídeo que está sendo divulgado está cortado e fora do contexto atual.  Como servidor público, deveria realizar o procedimento indicado pelo Ministério da Saúde, em casos em que o animal está com  doença incurável e que apresente sofrimento a eutanásia é indica. Na época os tratamentos para leishmaniose eram proibidos e veterinários  que tratassem animais com essa doença eram processados. Como vereador na gestão de (2017-2020),  juntamente com outros colegas criei uma Lei que autoriza o tratamento de leishmaniose visceral canina em Campo Grande MS. A minha luta pela Causa Animal é antiga, são 38 anos trabalhando e lutando em prol daqueles que não tem voz.”

Além disso, ele afirma que não existe nada oficial sobre cargo na Sub-secretaria. “Com relação a uma possível indicação, até o momento não soube de nada oficial, apenas através das redes sociais, onde venho sofrendo agressões verbais e difamações e também ameaças não só dirigidas a mim, como também a minha equipe, lamentável.”

Foto Reprodução Vídeo Facebook

Por Rayani Santa Cruz 

Fonte: Top Mídia News

Nota do Olhar Animal: A matança de cães com leishmaniose revela a ética rasa e a total incompetência técnica de equipes de CCZ, já que é um erro metodológico crasso. Já algumas prefeituras fazem exames e, se diagnosticada a leishmaniose no animal, oferecem ao tutor a “opção” dele próprio fazer o dispendioso tratamento ou então seu animal deve ser deixado e exterminado. Grande parte dos tutores não pode arcar financeiramente com o tratamento. Seria razoável que as prefeituras exterminassem crianças humanas de famílias de baixa renda por estas não poderem custear tratamentos? Óbvio que não, e não há porque pensar diferente em relação aos animais não humanos. Com a transferência da responsabilidade da “decisão” para o tutor, as prefeituras procuram se eximir da responsabilidade pela morte dos bichos, oferecendo uma “escolha” impossível de ser feita por muitos tutores, carentes de recursos financeiros. Isto acaba, na prática, representando uma velada, odiosa e elitista política de extermínio contra os cães de tutores de baixa renda. Cabe às prefeituras oferecerem alternativa acessível para o tratamento e, caso isto não ocorra, resta aos tutores acionarem judicialmente todas as prefeituras que oferecem esta “escolha” impossível. Lembrando que os fortes laços dos tutores com os animais os fazem temer que seus bichos sejam abatidos pelas prefeituras e, por isto, estes acabam deixando de submeter os animais aos necessários exames, agravando a questão de saúde pública, além da condição de saúde do próprio animal e de todos em seu entorno.

A EUTANÁSIA é um ato de caráter misericordioso e que deve atender aos interesses de quem o sofre, e não aos interesses de quem o pratica. Só pode ser chamado de “eutanásia” o ato de abreviar a vida de um animal com doença incurável e em estado irreversível de sofrimento. Os órgãos públicos de saúde disseminaram o entendimento errado do termo “eutanásia” a fim de tentar minimizar a IMORALIDADE de suas ações de extermínio. Infelizmente, até mesmo protetores usam erradamente esta terminologia.

 

 

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