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Voluntários protestam contra decisão judicial que limita entrada em fazenda de Brotas para tratar búfalos vítimas de maus-tratos

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Foto: Redes sociais

Protetores de animais e representantes de ONGs protestaram, no sábado (20), na praça Amador Simões, em Brotas (SP), contra decisão judicial que devolveu a tutela de búfalos vítimas de maus-tratos ao proprietário da fazenda Água Sumida, que já havia sido preso e multado pelo abandono dos animais.

O protesto foi organizado pelas ONGs que se voluntariaram para cuidar dos animais. Os manifestantes carregavam cartazes com dizeres, como “SOS búfalas de Brotas” e “Senhora juíza queremos justiça”.

Decisão judicial

A decisão, assinada pela juíza Marcela Machado Martininano, na última quinta-feira (18), retira a tutela provisória dos animais da ONG Amor e Respeito Animal (ARA), que havia sido concedida por um período de 15 dias pelo juiz Rodrigo Carlos Alves de Melo, em 11 de novembro.

Dentre as determinações, a nova decisão judicial devolve ao proprietário da fazenda Água Sumida, Luiz Augusto Pinheiro de Souza, a tutela e a responsabilidade sobre cerca de mil búfalos.

A medida também libera a entrada, na propriedade, apenas de policiais civis, de veterinários e de membros da ONG ‘O Bixo Vai Pegar’ para prestar os cuidados aos búfalos, desde que somem, no máximo, 10 pessoas ao todo.

A Justiça também determinou a retirada do hospital de campanha montado dentro da propriedade pela ONG ARA para atender 24 horas por dia os animais que estavam em situação de desnutrição ou machucados.

 A estrutura foi montada para instalar todos os medicamentos, soro e vitaminas necessários para a recuperação dos búfalos e, segundo os voluntários, sua retirada prejudica o atendimento aos animais.

“Não existe a possibilidade de cuidar dos animais sem o hospital de campanha dentro da fazenda. Então, retirando do local a infraestrutura, o trabalho fica inviável. O proprietário quer que os veterinários e voluntários cuidem dos bichos e vão embora, mas não tem como, porque eles precisam de tratamento 24 horas”, afirmou a advogada Antília Reis.

Denúncia de maus-tratos

Após denúncia, a Polícia Ambiental foi acionada, em 6 de novembro, para comparecer à fazenda Água Sumida por conta de búfalos em situação de desnutrição e maus-tratos.

Chegando ao local, a Polícia Ambiental constatou que 667 animais estavam em situação de abandono e outros 22 foram encontrados mortos. O proprietário da fazenda foi autuado em R$ 2,133 milhões por maus-tratos.

 Em 11 de novembro, a Justiça determinou a prisão do proprietário e concedeu a tutela provisória à ONG ARA para que os animais sobreviventes recebessem os devidos tratamentos e para evitar a morte de outros no rebanho.

Ao longo do trabalho na fazenda, os voluntários encontraram mais cabeças de gado, totalizando quase mil.

O dono da fazendo chegou a ser preso, mas pagou fiança no valor de R$ 10 mil e foi posto em liberdade.

O advogado de defesa do dono da fazenda informou que ele nega os maus-tratos dos animais e que a Justiça havia determinado que a família tomasse providências e apresentasse os cuidados para o bem-estar dos animais em um prazo de 15 dias da retirada da tutela.

Fonte: G1

 

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