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ANDA comemora 13 anos na defesa dos direitos animais e da natureza

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Mariana Dandara | Redação ANDA

Há 13 anos, a Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA) era fundada. Trazendo consigo o pioneirismo no jornalismo animalista, a ANDA marcou a história da imprensa no Brasil ao atuar com seriedade e comprometimento em defesa dos direitos animais, tendo pautado veículos de mídia e se tornado o maior portal sobre direitos animais do mundo.

A credibilidade conquistada pela agência se deve à luta incansável da jornalista e ativista vegana Silvana Andrade, que em novembro de 2008 fundou a ANDA fazendo uso de sua bagagem profissional construída com décadas de trabalho na imprensa brasileira e em empresas privadas e órgãos governamentais. O crescimento e a solidificação da agência enquanto defensora abolicionista dos direitos animais e ambientais também não seria possível sem a equipe de profissionais que atua nos bastidores, dedicando-se a um jornalismo ético.

Mais de uma década de existência deu à ANDA a oportunidade de realizar projetos como o ANDA & Dedo Verde, voltado ao plantio de árvores; lives mensais sobre temas ligados ao meio ambiente, em parceria com o eurodeputado Francisco Guerreiro (Verdes/ALE), do Parlamento Europeu; e uma parceria com a loja Alemdalenda, na defesa dos animais e da natureza, e com o Sítio do Bem para a venda de camisetas com temas animalistas. No último ano, também foi realizada a inauguração do site novo da agência, pensado de forma a agradar os leitores e proporcionar a eles uma experiência agradável ao ler as reportagens. Foi também em 2021 que a ANDA esteve à frente da iniciativa “Pare Pelo Meio Ambiente”, por meio da qual uma live e um manifesto foram realizados com amplo apoio da classe artística, de indígenas, ativistas, jornalistas, cientistas e lideranças políticas.

Importantes reportagens também foram publicadas no portal nestes 13 anos de trajetória. Dentre elas, as queimadas que devastaram o Pantanal em 2020 e voltaram a causar preocupação neste ano; os recordes de desmatamento na Amazônia nos últimos anos; a sanção da lei que aumentou a pena para crimes cometidos contra cães e gatos, estipulando prisão de até 5 anos para os criminosos; a condenação pela Justiça da serial killer de animais Dalva Lina da Silva; a proibição dos testes em animais para o desenvolvimento de cosméticos no estado de São Paulo; o julgamento do Supremo Tribunal Federal que declarou a inconstitucionalidade da vaquejada; a transferência de animais para santuários após uma vida de sofrimento em zoológicos; dentre milhares de outras.

O trabalho árduo realizado pela ANDA, no entanto, não se restringe aos conteúdos jornalísticos e se estende para a seara jurídica. Foram dezenas de ações judiciais movidas nas décadas de existência da agência de notícias, sendo as mais recentes ações que pedem: a proibição de charretes e carroças no Centro Histórico de Paraty (RJ), por meio da qual a Comarca de Paraty, do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, reconheceu a crueldade imposta aos cavalos explorados em veículos de tração animal; a proibição das cavalgadas no município de Ubatuba, no litoral do estado de São Paulo; e a condenação do agressor de um cachorro a indenizar a sociedade do município de Granja (CE) em Danos Coletivos em decorrência dos maus-tratos.

Ao centrar seus esforços no Poder Judiciário, a ANDA esteve à frente de demandas importantes e conquistou vitórias históricas através de decisões judiciais favoráveis aos animais, como determinações para que animais explorados por zoológicos, a exemplo do chimpanzé Black, fossem transferidos para santuários. Rodeios também foram cancelados graças ao empenho da agência na Justiça, o que garantiu, inclusive, que os organizadores de um desses eventos em Jacareí (SP) decidissem realizá-lo livre de crueldade animal.

ANDA também moveu uma série de ações contra a exportação de animais vivos por entender que esse tipo de transporte condena os animais a um sofrimento ainda maior do que o já propagado pela agropecuária. Como resultado, os embarques de animais vivos no Porto de Santos (SP) foram suspensos em 2018 por decisão do desembargador Luis Fernando Nishi.

Nada disso, porém, teria se concretizado não fossem os leitores que não só são uma das razões do trabalho da ANDA existir, como acompanham e colaboram com esse trabalho. Neste ano, eles foram promovidos de leitores a defensores através da campanha Defensores da ANDA, que busca engajá-los em prol de uma corrente do bem que permite que eles se associem à ANDA através de cinco diferentes planos: Amigo, Protetor, Guardião, Herói e Super Defensor. Cada alternativa corresponde a um valor e a diferentes contrapartidas que podem ser conferidas e aderidas na seção “Defensores da ANDA” do site da agência.

Com a comemoração de mais um ano da fundação da agência de notícias, a ANDA reforça o legado de ter consolidado o jornalismo animalista no Brasil e revalida o compromisso de, apesar das dificuldades marcadas pelas ameaças e ataques de hackers, não abandonar a defesa irrestrita aos direitos animais e ambientais.

Foto: Ilustração | Pixabay

Fonte: anda.jor.br

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