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Chegada de animais ao zoológico de Goiânia (GO) reacende polêmica sobre a existência do local

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Por que manter um zoológico? O questionamento é um dos argumentos dos grupos nacionais e internacionais contrários à existência do local. Em Goiânia, a chegada de dois macacos levantou novamente a polêmica sobre a manutenção do espaço, em decadência há anos. O ápice do assunto foi ano passado quando houve uma queda de braço judicial para decidir a transferência do urso Robinho da capital para um santuário de animais no interior paulista.

A autorização para a mudança de endereço do animal foi pleiteada pelo Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, segundo o qual o animal sofria maus-tratos no Zoológico de Goiânia desde que nasceu, há cerca de 17 anos. O clima goiano totalmente diferente ao do habitat foi um dos argumentos dos defensores da causa animal. Porém, em agosto do ano passado, a Justiça decidiu manter urso Robinho na capital.

A exposição de animais, pelo exotismo e deleite dos olhos dos espectadores, similar ao que estimulou os egípcios cerca de 5.500 anos atrás a criar o primeiro empreendimento do gênero, parece não fazer muito sentido nos dias atuais. O encarceramento para exibição ao público e o transporte dos animais para uma área ecológica oposta à natural fazem parte da discussão em nível mundial.

Em Goiânia, antes da polêmica envolvendo Robinho, a manutenção do zoológico já era tema na pauta da Câmara Municipal. O modelo atual, em descompasso com transformações em várias cidades no exterior, ocasionou um pedido para fechamento do local, em 2014. Em 2019, o vereador licenciado Zander Fábio sugeriu uma remodelação do espaço para se tornar um parque temático eletrônico.

Ele defendeu que fossem mantidos os animais até o falecimento natural enquanto se instalaria um centro de pesquisa com aulas e imagens dos animais, além da proibição de adensamento populacional na região por ser local de nascentes. Questionou também o superfaturamento de obras no local, doações de algumas antas a particulares e denunciou o sumiço de répteis que, na opinião dele, estariam sendo comercializados.

“Quero a extinção do zoológico uma vez que essa modalidade já está sendo adotada em muitas cidades no mundo todo. Podemos fazer ali um parque temático. Em muitos lugares eles foram transformados em parques e centros de pesquisa com um grande aproveitamento e sem sofrimento animal. Não é preciso ver um animal em sofrimento”, afirmou.

Segundo dados do site do Zoológico de Goiânia, cerca de 480 animais pertencentes a 118 espécies de aves, répteis e mamíferos recebem cuidados permanentes e 28 espécies ameaçadas de extinção, como Lobo Guará, Macaco Aranha, Tamanduá Bandeira, Onça Pintada, Ararajuba, Arara Azul e Papagaio do Peito Roxo.

Repercussão

A publicação da notícia sobre o abrigamento de dois macacos babuíno-sagrado no perfil do Diário do Estado gerou repercussão. Eles são da espécie babuíno-sagrado de nome científico Papio hamadryas e farão companhia à Janaína, animal da mesma espécie que está sob os cuidados do parque. Alguns internautas comentaram o susto com a informação e com a situação com que se depararam ao visitar o local.

Um deles foi Marcelo Faria. Ele postou sobre as impressões dele ao conhecer o espaço. “Fui ao zoológico de Goiânia. Fiquei horrorizado. Algumas partes do local abandonadas, sujas. Precisa de uma limpeza geral”, escreveu.

Em relação aos moradores, a internauta Andreia Carvalho pontua aspectos ligados ao bem-estar. “Deveriam acabar com todos os zoológicos. Deveriam sim ter santuários de animais resgatados, machucados ou que perderam as mães com a finalidade só de se procriarem, fechado ao público. Só pesquisadores, biólogos, por exemplo, teriam acesso”, propõe.

A principal diferença entre zoológico e um santuário ecológico ou mantenedouro de fauna está no fato de que no primeiro, a reprodução e exposição dos animais é permitida e no segundo é proibida. Em ambos deve ocorrer a criação, cativeiro e promoção do bem-estar e a legislação veda a captura de animais livres.

Para o mantenedor da página “Biodiversidade Brasileira” no Twitter, com 225,5 mil seguidores, os zoológicos são importantes para a preservação da fauna silvestre. “Ser contra zoológicos hoje é um desserviço à natureza!”, acredita. A ONG Waita, que promove pesquisa e conservação de fauna também se posiciona favorável aos zoológicos por causa de sua relevância para os programas de conservação.

A questão, na perspectiva deles, deveria ser a busca da melhoria dos dois tipos de empreendimentos. De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), os zoológicos recebem mais de 700 milhões de visitas no mundo e tanto o zoológico quanto os santuários têm papéis estratégicos e específicos na destinação de animais que não podem ser soltos na natureza, além de poderem ser melhor aproveitados.

No caso do zoológico, pesa a atuação na educação ambiental e sensibilização do público. Férias e feriados são os períodos com maior número de visitantes que buscam se divertir e indiretamente conhecem mais sobre a fauna e necessidade de preservá-la. Somente no dia das crianças deste ano, a Agência Municipal de Eventos, Turismo e Lazer (Agetul) contabilizou 5.317 visitantes de forma rotativa.

Desativação do zoológico

O tema de fechamento do zoológico de Goiânia deve ser uma das pautas do encontro entre o ex-vereador e agora deputado estadual Alysson Lima com o prefeito Rogério Cruz em janeiro de 2022, embora não tenha competência legislativa sobre o assunto.

“Já deveria estar fechado há muito tempo. Os animais precisam ser enviados para parques ambientais ou santuários ecológicos. Boa parte desses animais ou estão vivendo condições inadequadas ou adoecem. Quem é que está lucrando com isso?”, justifica enquanto cidadão goianiense.

Ele cita ainda o impacto ambiental e o mau cheiro como argumentos para a desativação, apesar de reconhecer o local como atrativo de lazer para adultos e crianças. “Estamos em um mundo cada vez mais consciente da preservação ambiental. Ali tem animal que não está adaptado às características climáticas de Goiás. Quem quiser ver animal, que procure um parque ambiental, um parque ecológico para ter contato mais próximo com eles. A Prefeitura de Goiânia está sendo omissa em relação a isso há bastante tempo”, completa.

Por Chris Santos

Fonte e foto: Diário do Estado

Nota do Olhar Animal: Programas de conservação podem perfeitamente ser executados por instituições científicas, em substituição aos poucos zoológicos que realmente os realizam. O propósito da maioria dos zoos é meramente o entretenimento humano. Como ressalta artigo da ONBG Peta, ““Preservação” é enganação – A grande maioria das espécies mantidas nos zoológicos não está ameaçada de extinção. Embora muitos acreditem equivocadamente que os zoológicos reintroduzem animais ameaçados de extinção em seus habitats nativos, a realidade é que a maioria dos zoológicos não tem nenhum tipo de participação em nenhum programa de reintrodução. Isso significa que as espécies criadas em cativeiro que estão em extinção, incluindo elefantes, ursos polares, gorilas, tigres, chimpanzés e pandas, raramente, ou nunca, são soltos em seus ambientes naturais para aumentar as populações em declínio.”

O que os zoos fazem é reproduzir animais para que sejam explorados pelos próprios zoológicos, retroalimentando a exploração turística/econômica. 

 

Programa Mundo Animal na rádio Mares do Sul 87,9 de Marechal Deodoro Alagoas  das oito as nove aos sábados.( está no aplicativo rádios net  e no www.mundoanimalmaceio.com.br)

 Quem não ama os animais jamais vai amar o semelhante”.

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Consultório veterinário dr Marcelo Lins   99981 5415

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