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Cachorro fica preso em aeroporto após empresa aérea perder documentos

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 (Foto: Bruna Estevanin Costa/ Arquivo Pessoal)

De mudança para Londres, um casal de brasileiros viveu um pesadelo ao transportar o seu pet, um cão da raça bull terrier chamado Jack. Depois de muita confusão a respeito dos procedimentos corretos para embarcar o animal na viagem internacional, os tutores descobriram que a companhia aérea KLM perdeu a documentação do cachorro durante o transporte. Sem os documentos necessários para a liberação do bicho no país, Jack está preso em um centro de recepção animal, e os seus donos não conseguem acessá-lo.

Tudo começou em janeiro, quando a jornalista Bruna Estevanin Costa foi expatriada pelo seu trabalho e transferida para a capital inglesa. Já imaginando a burocracia que seria levar consigo o seu cão, iniciou os trâmites para o transporte animal com quatro meses de antecedência.

“O Reino Unido tem uma política que só permite a entrada de animais como carga e, por conta da pandemia, a única empresa que está fazendo este transporte é a KLM. Então eles têm o monopólio de mercado e custa bem caro: US$ 4.000 (aproximadamente R$ 21.000) só para um animal”, conta a tutora.

O casal chegou, inclusive, a contratar uma empresa especializada em exportação e embarque de animais, a Embarpet. Reuniram todos os documentos necessários para a viagem do bull terrier, que deveria ocorrer no dia 26 de janeiro de 2022. No entanto, uma semana antes, a companhia aérea entrou em contato com os tutores e disse que a raça não era aceita no país, admitindo depois que estavam errados.

Mas os erros não cessaram por aí. A KLM informou que o bull terrier era uma raça perigosa e que, por isso, deveria ser transportada em uma caixa de madeira com medidas específicas, a qual Bruna e seu marido, Diego Augusto Ximenes, prontamente mandaram fazer. No dia 26, então, ele foi ao aeroporto de Guarulhos e esperou 4 horas para a liberação alfandegária do Ministério da Agricultura.

“Mas, na hora de embarcar, a KLM disse que a gente teria que mandar as medidas da caixa para eles confirmarem o voo. Falaram que ela não estava nas medidas corretas e que o Jack não poderia viajar. Este foi o segundo problema”, diz Bruna.

Eles esperaram então mais uma semana para receber as novas medidas indicadas pela empresa e fazer a nova caixa de madeira. Enquanto isso, Diego teve de realizar a sua viagem, que já estava marcada, e deixou Jack aos cuidados de uma empresa. Na segunda-feira, dia 31 de janeiro, a KLM confirmou a viagem.

“Nos deram uma terceira medida de caixa transportadora. Fizemos a caixa; temos vídeos dela e de todos os documentos dele acoplados com fita adesiva em cima da caixa de transporte, junto com ração, remédio e todas as coisas que o Jack deveria tomar durante a viagem”, conta a jornalista.

O cachorro, finalmente, conseguiu embarcar no dia 1 de fevereiro em direção a Amsterdã (Holanda), onde passou 8 horas em uma conexão. Quando chegou ao Reino Unido, porém, o casal não conseguiu ter acesso ao pet porque, segundo informam, a KLM perdeu os documentos que estavam colados na caixa de transporte. Sem eles, Jack não pode ser liberado no país.

“Então agora, além de estarmos sem registro dele há 48 horas, não sabemos como está, se está sendo bem tratado, se deram comida… não temos ideia do que está acontecendo, ninguém da KLM nos responde. Eles não conseguem encontrar esses documentos. E o que me dá mais raiva é que uma amiga passou pela mesma situação há seis meses com a KLM, que perdeu os documentos de duas de suas cachorras. Elas ficaram na mesma situação do Jack por 5 dias”, conta Bruna.

Segundo a jornalista, o caso da amiga só foi resolvido depois que a ativista Luísa Mell reportou o caso no Twitter e após entrar com uma ação contra a companhia aérea. “Claramente não aprenderam nada. Estamos revoltados com o tratamento da KLM e com o fato deles cobrarem tão caro por um serviço que eles não conseguem entregar”, conta.

Bruna nos contou sobre a situação de Jack a caminho do aeroporto, com a esperança de poder encontrá-lo, mas foi informada de que não poderia vê-lo. O caso tem um agravante porque o animal possui dermatite atópica e está sem remédios há 48 horas. Por causa da condição, o cachorro sente muita coceira e pode se machucar.

“Já estávamos mega apreensivos porque houve aquele caso da cachorrinha que desapareceu na conexão de um voo no Brasil e dois cachorros que morreram com a LATAM. É muito absurdo os animais serem tratados como bagagem, não faz sentido e vai contra qualquer tipo de direito animal. Eu estou entrando em contato com ONGs aqui no Reino Unido para ver se a gente consegue fazer alguma coisa e mudar um pouco da conduta que as companhias aéreas têm que ter com o transporte de pet”, diz Bruna.

Na tarde desta quinta-feira, dia 3, os documentos de Jack foram encontrados em Amsterdã e devem chegar ao Reino Unidos às 22 horas do horário local. Isso significa que o cachorro deve passar mais uma noite no centro de retenção, já que o Department for Environment, Food & Rural Affairs (o equivalente ao nosso Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento) não trabalha 24 horas por dia.

“Eles não me deram notícias, só que estava sendo bem tratado, e me prometeram fotos e vídeos. Sigo aguardando”, diz Bruna.

A gestora operacional e sócia-fundadora da Embarpet, Thamires Felix, afirma que casos como o de Jack não costumam ocorrer na rotina de sua empresa, embora já tenha havido uma situação de extravio de documentos com a KLM anteriormente.

“O Jack saiu do Brasil como carga viva e viajou de forma desacompanhada no dia 1° – um requisito de Londres para a entrada de animais. Ele chegou lá ontem à noite e o processo de retirada inicial foi tratado hoje através de um agente de cargas local contratado pelos próprios tutores. Nós fizemos o envio do Jack, tratamos do transporte, da documentação sanitária e da intermediação junto à companhia aérea, mas ele fez uma conexão em Amsterdã porque não há voo direto para Londres. Nesta conexão, houve problemas internos com a KLM e eles deixaram de enviar os documentos originais para Londres, o que acabou complicando a retirada do animal lá”, explica.

“É uma situação desconfortável para os tutores e, principalmente, para o pet. Mas nós, da Embarpet, estamos tentando prestar toda a assistência e suporte necessários. Já contatamos todos os superiores da KLM para poder acompanhá-los de perto e tratar este caso com a devida responsabilidade, seriedade e prioridade”, diz Thamires.

Sobre o ocorrido, a KLM se posicionou da seguinte forma:

“A KLM está ciente do caso mencionado e lamenta profundamente pelo ocorrido. A companhia entende que esta é uma experiência estressante e compreende que o transporte de animais vem com uma grande responsabilidade. A companhia entrará em contato com os clientes para mais informações acerca deste transporte, de modo que possa investigar apropriadamente o que ocorreu”.

Por Yara Guerra e Julia Martinez

Fonte: Casa e Jardim

 

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