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Caso BioParque: girafas mortas em resort passaram por muito sofrimento, revela laudo

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Imagem: Reprodução

O laudo da necropsia das três girafas importadas pelo Bioparque do Rio e que morreram no resort Portobello, em Mangaratiba (RJ), revelou que os animais passaram por muito sofrimento antes da morte.

O documento, obtido pelo RJ1, destaca escoriações, hematomas, choque circulatório, enfisema pulmonar e conclui que a causa da morte foi por miopatia, doença que afeta e paralisa os músculos, inclusive o coração.

Segundo veterinários, a miopatia em girafas é causada pela condição de estresse, principalmente o estresse da fuga ou da captura.

O laudo foi feito por veterinários contratados pelo próprio Bioparque. O documento está sendo analisado pelo Ibama e pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea).

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou o retorno dos outros 15 animais. Na avaliação do Ibama, nenhum zoológico ou parque do Brasil tem capacidade para receber todo este grupo. Mas ainda não se sabe para onde exatamente as girafas serão devolvidas.

Até que o destino das girafas seja definido, elas ficarão sob os cuidados do Ibama no galpão em Mangaratiba.

Os animais chegaram no dia 11 de novembro e ficaram cerca de um mês em um galpão para quarentena e período de adaptação, segundo os responsáveis.

No dia 14 de dezembro, elas estavam tomando sol em uma área ao ar livre quando seis girafas atravessaram a cerca e conseguiram fugir. Todas foram recapturadas, mas três morreram horas depois.

A Polícia Federal fez uma operação no resort e disse ter encontrado sinais de maus-tratos nos animais que continuam no local.

O Ibama também fez uma vistoria no resort. Em depoimento, um fiscal do órgão disse que o argumento da necessidade de adaptação não justifica o confinamento prolongado dos animais; que as girafas estavam sendo mantidas em baias sem enriquecimento ambiental, sem sol e com área incompatível com o número de indivíduos.

Oficialmente, o responsável pela compra das girafas é o Bioparque, o antigo zoológico do Rio de Janeiro. A importação de animais por zoológicos é permitida no Brasil – mas, de acordo com uma portaria do Ibama, eles não podem ter sido capturados na natureza.

Só que na licença emitida pelo próprio Ibama, todas as girafas receberam o mesmo código: “w”, de “wild”, “selvagem” em inglês. Esse código foi criado por uma convenção internacional que classifica a origem dos animais – e “w” significa justamente “animais retirados da natureza”.

Segundo um parecer assinado pelo fiscal do Ibama que fez a vistoria nesta semana, a análise técnica que autorizou a importação dos animais foi negligente, incompetente ou ingênua. E o analista ambiental que concedeu a licença desconsiderou a legislação vigente, inclusive a da própria instituição.

Por Maria Fernanda Garcia

Fonte: G1 via Observatório do Terceiro Setor

 

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