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Vinte mil árvores serão plantadas no RJ para preservar o mico-leão-dourado

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Para agir contra a fragmentação do território em que vive o mico-leão-dourado e impedir, assim, que o desmatamento leve a espécie, que está sob ameaça de extinção, a desaparecer por completo, a Associação Mico-Leão-Dourado iniciou um projeto que visa plantar 20 mil árvores no Rio de Janeiro.

O projeto será executado em parceria com o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), com financiamento da ExxonMobil.

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Foto: Pixabay

Endêmico do interior do Rio de Janeiro, especificamente da Bacia Hidrográfica do Rio São João, o mico-leão-dourado sofre com o crescimento urbano, que fragmenta a natureza, criando “ilhas de mata” que isolam famílias inteiras da espécie.

O local onde será feito plantio das árvores, na região do Rio de Janeiro na qual ocorreu a duplicação da BR-101, foi escolhido justamente por ser uma das áreas nas quais a mata foi fragmentada.

“Essa iniciativa possibilitará trocas genéticas entre os diferentes grupos de mico-leão, o que é muito importante para qualquer espécie”, afirmou Alexandre Ferrazoli, gerente de projetos da Funbio, em entrevista à GALILEU.

O objetivo, segundo ele, é aumentar a qualidade de vida desses animais. “Esses 14 hectares representam pouco, já que uma família de micos precisa de 50 hectares para viver. Mas essa área é estratégica, pois viabilizará a conexão entre fragmentos de Mata Atlântica, o que é muito importante”, disse Luís Paulo Ferraz, secretário executivo da Assossiação Mico-Leão-Dourado.

As mudas das árvores, de espécies originárias da Mata Atlântica, devem ser compradas de produtores locais. “É uma forma de ajudar a incentivar a economia da região”, explicou Ferraz.

Os responsáveis pelo projeto planejam executá-lo até o início do verão, para que as mudas se beneficiem das chuvas abundantes da estação.

Ferrazoli lembrou ainda que, além dos mico-leões-dourados, os quase 1 milhão de habitantes da região também serão beneficiados pelo projeto. “Essa bacia hidrográfica abastece oito cidades do Rio de Janeiro, e a plantação também as favorecerá”, finalizou.

Fonte: anda.jor.br

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