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Investigação: Por dentro de uma fazenda horrível de carne de cachorro administrada pela Associação de Criadores de Cães da Coréia

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O verão deveria ser um momento de alegria, união e relaxamento. Férias na praia, noites quentes no quintal com os amigos, festas de bairro. A vida costumava ser feliz nesta época do ano.

Mas, hoje em dia, esta estação em particular é um momento de pavor para mim. É um momento de estresse, tristeza e dor. Como fundadora da organização de direitos dos animais Lady Freethinker, o verão para mim significa que, na Coreia do Sul, até dois milhões de cães serão torturados e abatidos pelo que é conhecido como Boknal, ou “dias de comer cachorro”, que ocorre durante três dos supostos dias mais quentes do ano em julho e agosto. Por que motivo? Pela falsa crença de que a carne terá um efeito refrescante no corpo, reavivando a energia perdida ou a virilidade.

A missão da nossa organização de acabar com a crueldade contra cães foi bem documentada no One Green Planet. Recentemente, este site cobriu nossa investigação, e expôs o comércio clandestino de rinhas de cães que se opera no Facebook, bem como nossos anúncios em ônibus na China e na Coreia do Sul, pedindo aos cidadãos que deixem cachorros fora de seus pratos. Mas, neste verão, eu não podia mais ajudar de longe. Eu precisava viajar pessoalmente para a Coréia do Sul, conhecer nossa parceira de campo Nami Kim, da Save Korean Dogs, e conduzir nossas próprias investigações para expor o que encontramos ao resto do mundo.

Tínhamos ouvido falar de uma fazenda de cães administrada pela Associação Nacional de Criadores de Cães, que pressiona para manter a carne de cachorro legal na Coreia, mas, para nosso conhecimento e pesquisa, nenhuma imagem ou filmagem dessa fazenda foi vista. Depois de localizar a instalação, nosso investigador subiu uma escada para olhar por cima do muro desta fazenda de carne de cães bem escondida, mas grande, comercial e totalmente legal. O que vimos foi inacreditável: até 1.000 cachorros foram alojados em gaiolas sujas e enferrujadas de metal, escondidas principalmente com lona plástica. A pior parte era saber que o destino deles já estava selado: seriam enforcados, espancados e abatidos para sopa de carne de cachorro, a especialidade nos dias de Boknal.

Alertado pelos latidos, um trabalhador se aproximou de nosso investigador e o agrediu fisicamente. Um segundo trabalhador correu para se juntar a ele, mas nosso investigador conseguiu fugir do local, pendurado na traseira da van enquanto a equipe partia, e os dois trabalhadores nos perseguiram até que não pudessem mais acompanhar. Não nos arrependemos e faríamos tudo de novo, se necessário, porque nossas imagens produziram as primeiras gravações investigativas conhecidas dessa fazenda de cães administrada pela Associação Nacional de Criadores de Cães.

Quando você vê esses horrores, é difícil olhar pelo lado positivo, mas preciso encontrar algo de bom, senão vou perder toda a esperança na humanidade. O lado positivo é o seguinte: a demanda por carne de cachorro está diminuindo entre as gerações mais jovens, que estão adotando os cães como animais de companhia, não como alimento.

Parece haver alguma evidência disso. Nosso investigador parou em dois outros locais conhecidos de criação de cachorros na Coreia do Sul. Um deles era uma instalação imunda à beira da estrada, onde 16 cães foram resgatados na semana anterior, com o proprietário comprometendo-se a parar de criá-los para carne. A segunda fazenda de carnes tinha 100 cães no ano passado; neste ano, apenas dois estavam em gaiolas. A maior parte do equipamento agrícola estava caída em uma pilha de lixo e as gaiolas vazias estavam cobertas de ervas daninhas. Vamos torcer para que continue assim.

Entretanto, nosso trabalho deve continuar até que todas as fazendas sejam fechadas.

Você pode ajudar a acabar com a crueldade. Por favor, assine nossa petição que pede ao embaixador sul-coreano, Ahn Ho-young, que faça tudo o que estiver ao seu alcance para proibir carne de cães e gatos e se posicionar fortemente contra todas as formas de maus-tratos a animais.

Por Nina Jackel, Lady Freethinker / Tradução de Ana Carolina Figueireido

Fonte e foto One Green Planet

 

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