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Vacas são amarradas com bombas em missões suicidas do Estado Islâmico

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Foto: Petros Giannakouris/AP

Exploradas por seu leite, sua carne e vendidas como produtos, as vacas agora estão sendo usadas como armas de guerra pelo grupo jihadista.

Os militantes do Estado Islâmico (ISIS, na sigla em inglês) no Iraque começaram a usar vacas amarradas a explosivos enviando os animais em missões suicidas.

Duas vacas foram vistas por moradores em Al Islah, no Iraque, no sábado, amarradas com coletes explosivos no lado norte da vila, de acordo com o comandante da polícia coronel Ghalib Al-Atyia na província de Diyala.

A bomba foi detonada remotamente quando uma das vacas estava perto das casas, matando o animal e danificando as propriedades.

No entanto, o coronel Ghalib Al-Atyia disse que ninguém foi ferido na operação, de acordo com o The New York Times.

O coronel afirma o ataque inusitado e cruel sinaliza que o ISIS está recorrendo a outros métodos após uma redução expressiva nas fileiras da organização causada pela luta que já dura quatro anos contra as forças de segurança iraquianas.

Já o Times sugeriu que o ataque recente era um sinal de que o Estado Islâmico queria preservar a vida de seus membros que de outra forma morreriam em atentados suicidas.

As vacas da região são vistas como produtos e comercializadas, elas são vendidas por cerca de 1.200 dólares, o animal é valorizado por sua carne e leite.

Testemunhas disseram que nunca viram uma vaca ser enviada para a morte dessa maneira.

E o uso de animais para carregar bombas não é novidade no pais. Na guerra civil do Iraque, entre 2003 e 2009, a Al Qaeda colocou bombas sob bois e vacas mortos, o que resultaria em baixas de moradores ao deslocar os animais.

No Afeganistão, em 2013, o Talibã usou um homem-bomba montando em um burro para matar três soldados da OTAN.

O comandante da polícia Coronel Al-Atyia disse ao New York Times que o ataque sinalizou a presença do Estado Islâmico e o uso de animais permitiu ao grupo detonar bombas sem ser pego.

Ele acrescentou que o ataque fazia parte de uma estratégia de mudança para a área, que fica perto das principais estradas e províncias vizinhas.

Fonte: anda.jor.br

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