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Arizona proíbe concursos de morte de animais

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These photographs document a group of foxes with a few kits. Keywords: Wildlife, Urban Wildlife, Wild Neighbors, Fox

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Foto: John Harrison

O estado americano do Arizona, sul dos EUA, proibiu na quarta-feira (4), todos os concursos que envolvem morte de animais selvagens como coiotes, linces, raposas e outros animais, juntando-se ao um número crescente de estados americanos que tomaram medidas para impedir esses eventos terríveis nos quais os participantes disputam dinheiro e prêmios por matar os animais (premiação por peso) dentro de um período de tempo específico.

A proibição, proposta em junho, foi votada pela Comissão de Peixes e Vida Selvagem do estado. A medida recebeu a aprovação final hoje em votação unânime do Conselho de Revisão Regulatória do Governador do Arizona e entrará em vigor em 60 dias.

Desde o início de 2018, Vermont e Novo México aprovaram leis que proíbem concursos de assassinato de coiotes. Califórnia, Colorado e Maryland também proibiram ou restringiram concursos de morte de animais selvagens. A proibição do Arizona é a mais abrangente de todas, porque envolve muito mais espécies.

O movimento contra essas disputas reflete atitudes de mudança entre os cidadãos e um crescente repúdio pela crueldade desses eventos. Vinte anos atrás, esse mesmo Conselho de Revisão Regulatório rejeitou uma oportunidade semelhante de aprovar uma proibição, mas desta vez seus membros acharam difícil ignorar a onda crescente de oposição dos cidadãos. Quase 5 mil pessoas enviaram comentários à Comissão de Caça e Pesca do Arizona, e uma esmagadora maioria expressou apoio à proibição.

Organizações profissionais de proteção da vida selvagem, como a The Wildlife Society, também se manifestaram contra a matança aleatória de animais em concursos, sendo que esses eventos estão sendo cada vez mais criticados pelos líderes das agências estaduais de vida selvagem.

Os organizadores e os participantes costumam usar a proteção de animais de fazenda como razão para justificar esses concursos, mas evidências científicas mostram que matar indiscriminadamente animais selvagens não é apenas ineficaz em reduzir conflitos com animais de criação e domésticos, mas pode realmente piorar as coisas.

A Humane Society Estados Unidos (HSUS, na sigla em inglês) esteve na linha de frente da luta para acabar com os concursos de morte de animais selvagens. Foram realizadas investigações secretas desses eventos em Nova York, Nova Jersey e Oregon, e as filmagens feitas pelos investigadores mostram a indiferença ao sofrimento e a crueldade com que os participantes desses concursos mostram pelos animais.

A ONG também alerta para o fato de que essas competições também dessensibilizam as crianças – que são frequentemente incentivadas a participar do assassinato – em relação à crueldade animal. Ano passado, no concurso “Santa Slay Coyote Calling Tournament” do Arizona, em Dewey-Humboldt, anúncios mostravam um papai noel segurando um rifle em pé em uma poça de sangue (a cidade mais tarde aprovou uma resolução condenando esses anúncios horríveis).

Segundo a ONG, o objetivo principal é que esses concursos sejam erradicados de uma vez por todas. A ação pioneira do Arizona deve inspirar outros estados a seguir o exemplo. A Divisão de Pesca e Vida Selvagem de Massachusetts está considerando uma mudança regulatória para proibir a matança de espécies como raposas e coiotes, e existe legislação semelhante em Nova Jersey e Nova York.

A Coalizão Nacional para Acabar com a Matança da Vida Selvagem, um esforço conjunto que conta com o apoio do Projeto Coiote e é composta por mais de 30 organizações nacionais, regionais e locais de proteção à vida selvagem, tem lutado incansavelmente contra esses concursos assassinos.

“Os concursos de matança de animais silvestres são cruéis e sem sentido, e não há justificativa para que nenhum estado ou pais do mundo que deva apoiar sua continuação”, concluiu a ONG.

Fonte: anda.jor.br

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