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Seis cavalos morrem em pista de corridas americana em quatro meses

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Eliane Arakaki, ANDA

Desde julho dois cavalos morreram no início da temporada enquanto os outros quatro morreram durante os treinos na pista de corridas Del Mar Racetrack da Califórnia, nos Estados Unidos .

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Foto: Kennedy News/Jean-Charles Briens

Quantos cavalos precisam morrer nas pistas de corrida antes que essa exploração cruel vendida como “esporte” seja abolida? A pista de Santa Anita, na Califórnia (EUA) vem ganhando manchetes porque mais de 30 cavalos morreram no local desde dezembro do ano passado.

Quando o número de mortes chegou a 20, a pista foi desativada para testes no solo, mas as análises provaram que não havia nada errado com a pista, isto é, além do que acontece nela. Apenas alguns dias após a reabertura, o 23º cavalo morreu. Essa taxa de mortes deixa claro que o problema é a corrida de cavalos em si.

Há outra pista de corrida na Califórnia, onde os cavalos morrem a taxas assustadoras. No domingo (10/11), dois cavalos morreram e outro foi ferido no Autódromo de Del Mar. Esses foram tecnicamente os dois primeiros cavalos a morrer durante a temporada de corridas. Mas desde julho, o número total de mortes na pista é seis. Quatro animais morreram durante o treino.

O diretor executivo da Animal Wellness Action, Marty Irby, disse ao One Green Planet em 13 de novembro: “A contagem de corpos continua a subir e o povo americano não tolerará mais a morte de nossos icônicos cavalos americanos para entretenimento. O futuro das corridas de cavalos neste país está nas mãos do Congresso e, se não virmos uma solução legislativa para acabar com o doping, o debate passará de eliminar o doping nas corridas de cavalos para eliminar o próprio cavalo”.

Atualmente, a ONG Animal Wellness Action está defendendo a Lei de Integridade nas Corridas de Cavalos a ser aprovada pelo Congresso. Seria “um passo tangível para proteger os cavalos de corrida por meio do estabelecimento de um padrão nacional e uniforme para drogas e medicamentos em corridas de cavalos. Também concederia a elaboração de regras, testes e fiscalização de drogas a uma organização independente, sem fins lucrativos e autoreguladora, supervisionada pela Agência Antidopagem dos Estados Unidos (USADA) – o órgão que administra o programa antidopagem olímpico, sem nenhum custo para o contribuinte”.

A Lei de Integridade das Corridas de Cavalos tem atualmente 196 co-patrocinadores na Câmara e outros seis no Senado.

Fonte: anda.jor.br

 

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