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Médico veterinário será demitido após prisão em rinha de cachorros

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A Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (Adaf), para a qual o veterinário prestava serviços, informou que as “atitudes do colaborador divergem dos preceitos da agência”

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Um médico veterinário que foi preso por envolvimento em uma rinha de cães em Mairiporã (SP) será demitido do Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (Adaf), para o qual prestava serviços.

O profissional tem registro no Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado do Amazonas (CRMV-AM). Ele foi um dos 41 presos em uma rinha de cães. Todos, no entanto, foram liberados pela Justiça para responder ao processo em liberdade, com exceção de um homem apontado como o responsável por organizar o evento.

No local onde a rinha era realizada foram encontrados 19 cães vivos e um morto. As informações são do jornal A Crítica.

A Adaf informou que o veterinário apoiava ações do ‘Projeto de Apoio ao Fortalecimento da Defesa Agropecuária e Florestal’, da Agência Amazonense de Desenvolvimento Econômico e Social (AADES).

“Tais atitudes do colaborador divergem dos preceitos desta agência, ao passo que a Adaf repudia e não compactua com qualquer ato relacionado aos maus-tratos de animais (…) Informa ainda que já adotou as medidas cabíveis para o desligamento do colaborador, uma vez que o perfil profissional do mesmo se mostra impróprio com os princípios norteados por esta agência”, diz nota divulgada pelo órgão.

O CRMV-AM também se posicionou, publicando nota por meio da qual afirma que “tomará as medidas necessárias para a apuração dos fatos e as providências cabíveis no que tange à ética profissional, sobretudo, em bom nome do Sistema CFMV/CRMVs, responsável por normatizar e fiscalizar o exercício da Medicina Veterinária no Brasil”.

O órgão disse ainda que não há “justificativas racionais para o envolvimento de um profissional da Medicina Veterinária em rinhas de cães”.

“Ademais, o CRMV-AM ressalta que, de acordo com a Resolução nº 1.236/2018, do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), o profissional que comete ou é conivente com atos de crueldade, abuso e maus-tratos aos animais deve responder por falta ético-profissional. Esta Regional enfatiza, ainda, que a resolução é clara em seu texto quanto ao dever do médico-veterinário de prevenir e evitar quaisquer atos que configurem maus-tratos”, diz a nota.

Fonte e foto anda.jor.br ( Por Mariana )

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