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ONGs e voluntários fazem protesto contra maus-tratos após resgate de 33 pit bulls em chácara de Itu, SP

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Protetores de animais se reuniram, no sábado (21), no centro de Itu (SP) para protestar contra os maus-tratos. No início da semana, a Polícia Ambiental apreendeu 33 pit bulls em um chácara na cidade. A suspeita é de que os animais eram usados em rinhas.

O grupo se reuniu na Praça Padre Miguel com cartazes pedindo justiça para os cachorros resgatados. Um dos responsáveis pelos cães é um peruano que foi preso em uma operação que fechou uma rinha internacional, em Mairiporã (SP). Já a dona da chácara é a ex-modelo e empresária Paula Sacchi, que deve prestar depoimento nos próximos dias.

De acordo com a polícia, uma denúncia anônima informou que os animais estavam sendo retirados da propriedade de Itu depois da ação que prendeu 41 suspeitos. Nesta sexta-feira (20), a Justiça decretou a prisão de 22 deles.

17 horas de resgate

Os animais foram retirados por representantes de ONGs da capital e do interior na terça-feira (17), após 17 horas de força-tarefa. Os voluntários também levaram galinhas, bodes, cabritos e cavalos que estavam na chácara.

Os cães serão castrados, vermifugados, vacinados e os mais debilitados passarão por exames. Depois de recuperados, todos ficarão em quarentena para que os veterinários observem o comportamento antes da adoção.

A fiel depositária dos cães é a ONG Associação Vida Animal, que distribuiu os 33 animais em lares temporários da região. Eles estão em São Roque, Campinas, Mairinque, Mairiporã, Peruíbe, Itu e São Paulo.

Maus-tratos

Anabolizantes, medicamentos, uma esteira adaptada para treinamentos e até uma piscina usada para o condicionamento dos cães foram encontrados na chácara em Itu.

De acordo com a polícia, há indícios de que os cachorros eram alimentados com restos de outros animais silvestres, que também eram criados na propriedade, como bodes e gambás.

Vídeos mostram que os cães ficavam espalhados e acorrentados em espaços separados. Quando a polícia chegou ao local, eles estavam magros, doentes e com fome. Como algumas casinhas estavam vazias, a polícia suspeita que os animais estavam sendo retirados do local.

Os policiais que participaram da operação não têm duvidas de que os cães viviam em condições de maus-tratos e eram usados em rinhas, segundo o investigador Bruno Ceccolini.

“Observamos que havia animais trancafiados no fundo, muito doentes, animais com cicatrizes recentes, que são sinais de que eles haviam brigado. Observamos uma estrutura de alvenaria, que é uma rinha”, explicou.

Em entrevista exclusiva à TV TEM, a dona do local negou os maus-tratos e reforçou que nenhum dos animais da chácara participava de rinhas.

Em nota, a Prefeitura de Itu afirmou que o local não tem registro para funcionamento. A defesa do peruano não foi localizada para falar sobre o caso.

Com  informações e foto    de Carina Rocco, TV TEM

Fonte: G1

 

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