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Fortaleza: sobe para 60 o número de gatos mortos no Parque do Cocó nos últimos meses

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Pelo menos cinco gatos foram mortos na madrugada de terça-feira, 24, véspera de Natal, no Parque do Cocó, em Fortaleza. Ao todo, já foram mais de 60 gatos mortos no local, entre filhotes e adultos, nos últimos meses.

De acordo com protetores dos animais do bairro Cocó, as mortes têm acontecido deliberadamente, da mesma forma: animais dilacerados, com a boca ensanguentada. Os ataques acontecem principalmente nas madrugadas, quando não há pessoas por perto.

Gabriela Moreira, presidente da ONG Deixa Viver, disse que boletim de ocorrência já foi registrado mais de uma vez, inclusive com suspeitos identificados, mas as providências custam a chegar. “Tem um rapaz que já foi visto levando seus três cães para atacarem os gatos, de madrugada. Isso já tem meses. Os filhotes não sabem se defender quando os cães são soltos. Quem faz isso acredita na impunidade”, lamenta.

Corpos dos gatos foram analisados por profissionais do curso de Medicina Veterinária da Universidade Estadual do Ceará (Uece). Ferimentos internos têm o mesmo padrão, conforme as necrópsias médico-legais. “Os casos anteriores apresentaram uma violência e crueldade muito grandes com os animais”, detalha Adriana Pinho Pessoa, doutora em Medicina Veterinária e professora da Uece. Ela foi responsável pelo Laboratório de Patologia e Medicina Legal Veterinária da universidade.

“As necrópsias dos gatos que sofreram ataques semelhantes apresentaram lesões severas e graves. Uma morte agônica e cruel. Principalmente porque os felinos ficam sob estresse e a perseguição é desigual. Os animais sofrem antes, durante e por uma morte agônica. Terrível”, acrescenta Adriana.

Conforme o gestor do Parque, Paulo Lira, informou ao O POVO, em setembro, a administração do Parque já sabe da situação e investiga o caso.

Uma série de promessas para combater o abandono de gatos no Parque do Cocó foi prometida pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado (Sema). Entre elas, a instalação de câmeras de segurança ao redor do trecho da Unidade de Conservação na área da Sebastião de Abreu, Padre Antônio Tomás, Engenheiro Santana Júnior e Parque Adahil Barreto. Até agora, mais de dois anos depois da regulamentação do Parque, nenhum equipamento foi implementado.

A Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) não é plantonista. Logo, não funciona aos fins de semana e feriados. O POVO aguarda respostas da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) sobre o inquérito e da Polícia Militar do Estado sobre a ocorrência, a qual foi atendida pelo Batalhão de Polícia do Meio Ambiente (BPMA).

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) investiga as mortes.

Confira a nota na íntegra:

“A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informa que a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) investiga as mortes de gatos ocorridos dentro do Parque do Cocó, em Fortaleza. Na manhã desta terça-feira (24), uma composição do Batalhão de Polícia de Meio Ambiente (BPMA) foi acionada por seguranças do parque acerca do crime ambiental. A equipe registrou um Boletim de Ocorrência no plantão do 2º Distrito Policial (Aldeota). O caso será transferido para a especializada, que está com investigações em andamento.”

Denúncias

Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA)

Telefone: (85) 3247-2630 / 3247-2637

E-mail: dpma@policiacivil.ce.gov.br

Por Lucas Braga

Fonte e foto : O Povo Online

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