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ASSASSINA MIRIM:Alce é morto por menina de 8 anos acompanhada do pai em caçada

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Eliane Arakaki, ANDA

O pai de Braeleigh, Gunnar Miller leva a filha em suas caçadas e a ensina a manusear rifles e matar animais desde a mais tenra idade. A criança, que vem de uma família de caçadores, se diz “orgulhosa” de seu feito

Foto: Facebook/Gunnar Miller

Um pai revelou orgulhoso nas redes sociais que derramou lágrimas de “emoção e felicidade” depois que sua filha, de oito anos, se tornou a caçadora mais jovem de seu estado a matar um alce.

O desrespeito flagrante à vida foi realizado por Gunnar Miller (pai) e Braeleigh (filha), que moram no estado do Michigan, nos Estados Unidos. Pai e filha localizaram o animal indefeso na noite anterior, mas esperaram até as “horas de tiro legais” para matá-lo.

A aprendiz de caçador, em seguida, atirou no alce do sexo feminino que pesava de 700 libras usando um rifle adulto de calibre 308 – fazendo com que o pai começasse imediatamente a “chorar de emoção”.

Ele disse à WXMI-TV: “Sim, eu fiquei muito excitado, fiquei muito empolgado”. Gunnar então compartilhou fotos e imagens da cena em seu Facebook, dizendo aos amigos o quão orgulhoso ele estava de Braeleigh.

No post com a foto da garota tocando a cabeça do animal morto, ele escreveu: “Levamos 15 minutos na primeira manhã e Braeleigh acertou a fêmea de alce a 200 metros com um tiro certeiro. Palavras não podem expressar nossa emoção esta manhã! Braeleigh é oficialmente a pessoa mais jovem em Michigan a matar um alce!”.

Braeleigh também ganhou a “animais mais pesado” no concurso de alces de Atlanta ao lado do pai. Gunnar celebrou online: “Toda essa experiência foi fenomenal. Braeleigh teve uma experiência única de vida, com certeza. “Durante uma entrevista, Braeleigh afirmou que geralmente ia caçar com o pai, o avô e os tios”.

Uma família de caçadores, cujos valores envolvem a prepotência de tirar cruelmente a vida de uma animal por divertimento e repassar esse ensinamento aos demais membros, são os sintomas da carência de valores que assola a sociedade contemporânea.

Sociedade esta, que celebriza esse tipo de feito, colocando sobre os holofotes a criança que sequer tem senso crítico ou capacidade de questionar o assassinato do animal, dada sua idade e o incentivo ao seu redor vindo das pessoas em que mais confia.

Desde a fama, a criança inocente passou a se gabar para seus parentes sobre seus recordes e prêmios, dizendo à WXMI-TV: “Meu pai não estabeleceu um recorde antes e meu avô também não, então eu sou melhor que eles, haha”.

Gunnar acredita que a caça é um “esporte que está acabando em Michigan”, afirmando que “quanto mais jovem a criança é quando realmente caça, maior a probabilidade de que ela continue caçando ao longo de sua vida”.

Suas postagens causaram indignação e revolta nas redes sociais, com comentários de outros usuários do Facebook que perguntavam “que tipo de pais ensinam seus filhos a matar animais”.

Uma pessoa escreveu: “Quão triste é ensinar seu filho de oito anos a matar animais. Eu gosto de ensinar a amar para não matar. “É triste ver sua foto que você postou no Facebook, gabando-se de seu ‘esporte de morte’. As crianças de oito anos não se interessam por armas”.

 

No entanto, Gunnar não se intimida com os comentários, dizendo sobre as críticas: “Algumas pessoas nunca entenderão nosso modo de vida. Eu não me incomodo com o que eles dizem, e vou viver minha vida do jeito que eu quiser”. As informações são do METRO UK.

Infelizmente o que o pai não percebe é que os valores que ele tem para si, de morte, desrespeito à vida e celebrização da crueldade como recompensa, serão os valores que ele está deixando como herança para sua filha. Uma criança inocente que sequer entende que ao puxar o gatilho de uma arma, ela está tirando a possibilidade de viver de um ser indefeso, que sente, ama e sofre como ela.

Fonte: anda.jor.br

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