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Carnaval: os maus-tratos por trás das fantasias

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Carnaval é sinônimo de diversão, música, samba e fantasias coloridas, com penas e plumas.

Porém, por trás do colorido das penas e plumas ocorre uma terrível atrocidade. Enquanto muitas pessoas não percebem nem questionam a origem dos adornos das fantasias das escolas de samba, outras chegam a pensar que as penas utilizadas ‘caem naturalmente’ das aves. Entretanto,

Gansos, faisões, pavões, patos e avestruzes têm suas penas cruelmente arrancadas para suprir a demanda das escolas de samba. Suas penas são arrancadas com os pobres dos animais vivos e conscientes de toda dor e humilhação .

Uma das técnicas é amarrar a pata deles e arrancar em forma de zíper. Como eles lutam neste processo, muitos deles sofrem fraturas. Para você imaginar, o avestruz tem suas penas arrancadas por aproximadamente quarenta anos. É muito tempo de sofrimento.

Pode-se, então imaginar a dor pela qual passam esses animais, com o único propósito de tornar fascinantes as fantasias de Carnaval.
Fantasia de rainha de bateria do carnaval 2011 com 700 penas de faisão Em geral, essas aves são criadas em países como África do Sul, China e Índia.

O Brasil é um dos maiores importadores de penas e plumas, apenas para o Carnaval. Os Grupos Especiais das escolas de samba do Rio de Janeiro e São Paulo consomem aproximadamente três toneladas de penas (ARANTES, 2018)

É uma verdadeira indústria, pois UMA pena de faisão pode custar mais de R$ 100,00 (CARNAVAL GERA INDÚSTRIA DE CRUELDADE…, [s.d.]) e, de acordo com Arantes (2018),

Cada escola do grupo especial usa, por ano, por volta de 70 a 150 kg de penas. E cada kg custa mais ou menos R$ 2.500. E, para cada quilo deste material, é necessário o sofrimento de dois animais.

Provando que para existir Carnaval não precisa haver maus-tratos aos animais, a escola de samba Águia de Ouro ficou em 1º lugar no grupo de acesso do carnaval paulistano em 2018.

Em 2017, a escola desfilou sem o uso de nenhuma pena ou pluma. Na ocasião, a escola se comprometeu a não mais usar penas ou plumas verdadeiras, de origem animal, nos desfiles.

Em 2019, portanto, a Águia de Ouro apresentou mais uma vez o seu desfile sem crueldade animal no grupo de elite do carnaval de São Paulo (CHAVES, 2018).

Conclui-se, portanto, que para haver luxo e beleza no Carnaval não é necessário submeter as aves ao sofrimento. Espera-se que outras escolas sigam o exemplo da Águia de Ouro e coloquem fim aos maus-tratos, pois é plenamente possível substituir penas e plumas naturais por artificiais.

Somente assim o Carnaval será sinônimo de alegria. Para todos, humanos e não-humanos.

Por Gisele Kronhardt Scheffer

Fonte e foto  Canal Ciências Criminais

 

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