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Cães em abrigos serão mortos durante o surto de coronavírus em Nova York

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Foto Lesya T/Pixabay

Se já era difícil promover adoções de cães e gatos, com a pandemia do Covid-19 a situação fica ainda pior. Diferente do Brasil, onde SP e muitos outros estados já proíbem que animais em situação de rua sejam capturados e mortos, diversos estados americanos ainda matam cães e gatos até mesmo com a arcaica e cruel câmara de gás. Isso ocorre tanto nos canis municipais quanto em vários particulares. À medida que chegam novos animais, os mais antigos são mortos para abrir vagas nos alojamentos.

De acordo com a Voices for Shelter Animals (Vozes para os Animais de Abrigos), o surto de coronavírus pode levar a um aumento no número de cães induzidos à morte nos abrigo de Nova York. “Com grande parte da cidade observando o distanciamento social e as pessoas sendo forçadas a ficar em casa, menos cães serão adotados com sucesso nos próximos meses, o que significa que mais deles serão mortos”, disse o grupo ao portal The Independent.

Vários eventos de adoção já foram adiados desde o início do surto de coronavírus e o grupo tem apelado aos abrigos de animais na cidade para “suspender toda eutanásia animal sem indicação médica em resposta ao declínio potencial na participação de voluntários e funcionários”.

Katy Hansen, porta-voz dos Centros de Cuidado Animal de Nova York , que administra abrigos no Brooklyn, Manhattan e Staten Island, disse ao The Independent: “Estamos tentando de tudo para garantir que não haja aumento de mortes, mas não podemos fazer isso sem a ajuda da comunidade”

Para evitar uma tragédia com mutos animais saudáveis sendo mortos, vários abrigos estão empenhados numa campanha que pede aos cidadãos que dêem lar temporário. “Desde o início do surto, cerca de 2 mil nova-iorquinos se inscreveram para cuidar de um animal de estimação enquanto trabalham em casa. Com isso suspendemos toda eutanásia de animais sem razões médicas na semana passada e até o momento nenhum foi morto”, disse Katy.

O Voices for Shelter Animals defende uma política de “não matar” para os abrigos de Nova York, o que significa que nenhum animal deve ser morto enquanto estiver sob seus cuidados. Mas apesar de décadas de campanha por grupos de bem-estar animal, muitos abrigos de resgate ainda eliminam os animais doentes, perigosos ou por falta de espaço.

A taxa de eutanásia para animais de estimação caiu mais de 75% nos últimos 10 anos, de acordo com uma análise recente do New York Times . Grande parte dessa mudança é atribuída ao aumento da castração e esterilização.

NOTA DA REDAÇÃO: Cães e gatos não pegam nem transmitem o covid-19. Eles podem apenas pegar as versões canina e felina do coronavírus que não são transmissíveis aos humanos, segundo o que  atestam veterinários do mundo todo. O cão de Hong Kong que a princípio mostrou em exames ter “vestigíos” do covid-19, morreu dois dias depois de ser constatado, por meio de testes mais complexos, que ele não portava o coronavírus humano. Ele era um cão idoso, com 17 anos, e os próprios especialistas de Hong Kong declararam que ele deve ter morrido devido ao estresse causado pela distância da família durante a quarentena.
No entanto, tutores infectados com convid-19 devem delegar os cuidados aos seus animais a outras pessoas e, se isso não for possível, usar álcool gel antes de acariciar seus cães e gatos, pois, pode haver uma contaminação superficial do pelo desses animais do mesmo modo que haveria num corrimão de escada, por exemplo. A ANDA tem se preocupado em passar as informações corretas, com embasamento da OMS – Organização Mundial da Saúde e de veterinários, a fim de evitar abandono e maus-tratos. Colabore também disseminando as informações corretas!

Fonte: anda.jor.br

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