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Morre o chimpanzé Black, resgatado do zoológico de Sorocaba, SP

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O chimpanzé Black, que vivia no Santuário de Grandes Primatas de Sorocaba (SP), morreu no sábado, 06/02, devido a uma parada cardiorrespiratória. Black havia sido resgatado do Parque Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, também em Sorocaba, e transferido para o Santuário por decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), onde morava com outros animais de sua espécie desde maio de 2019.

Segundo nota publicada pelo Santuário, Black passaria por um check-up completo após apresentar “claudicação e leve apatia”, mas faleceu antes dos exames. O chimpanzé tinha cerca de 50 anos e seu histórico clínico mostrava que comeu fezes devido à solidão no zoo e lá havia sido medicado por estresse. Black passou sua vida em circo e zoológicos até ser acolhido pelo Santuário associado do Projeto GAP (Great Ape Project).

O processo na Justiça que discutia a tutela do chimpanzé ainda estava em andamento. O zoológico de Sorocaba é o mesmo onde recente morreu a elefanta asiática Haisa. O Ministério Público de São Paulo recomendou recentemente que seu companheiro, o elefante Sandro, seja transferido para o Santuário de Elefantes Brasil, em Mato Grosso.

Veja a nota do Santuário de Grandes Primatas:

Luto – Black: 1970-2021

Sorocaba, 7 de fevereiro de 2021.

Com muito pesar, o Santuário de Grandes Primatas de Sorocaba, afiliado ao Projeto GAP, informa que o chimpanzé Black faleceu ontem, dia 06/02, às 21:02, por parada cardiorrespiratória.

Na quinta-feira, 04/02, Black apresentou claudicação e leve apatia. Foi então medicado e estava sendo planejada anestesia para realização de um check-up completo de saúde. Infelizmente veio a óbito antes. A necropsia foi realizada e a causa mortis será concluída após o resultado de exames histopatológicos (análise microscópica de tecidos).

Não se sabe ao certo onde Black nasceu e sua idade era estimada em 50 anos. Foi explorado em um circo quando jovem e depois de anos de sofrimento foi enviado a um zoológico. Após ser picado por um escorpião, chegou em 1979 ao zoológico de Sorocaba. Lá viveu por cerca de 40 anos, sendo os últimos 8 completamente sozinho, após a morte de sua companheira, Rita, em 2011.

Em 2004 passou um breve período no Santuário, quando seu recinto passava for reformas. Desde então, várias tentativas forem feitas para transferir Black definidamente para o Santuário, entre elas uma intensa campanha pública liderada pelo Projeto GAP com apoio da GRASP – Great Apes Survival, da Organização das Nações Unidas. Finalmente, em maio de 2019, depois de mais um processo protocolado por ONGs em 2018, Black foi transferido para o Santuário por determinação judicial.

Black se adaptou ao Santuário rapidamente e era muito sociável. Não gostava de ficar sozinho. Desfrutou esses quase dois anos da companhia da chimpanzé Dolores, em plena harmonia. Gostava de andar por todo o recinto, túneis e casinhas, além de acompanhar a vida dos grupos de chimpanzés vizinhos.

Descanse em paz, querido Black. Sua história nunca será esquecida.

Fonte e foto: Projeto GAP

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