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Cães que ficaram juntos após atropelamento têm interessados em adotá-los

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Mariana Dandara | Redação ANDA

Foto: Arquivo pessoal

Os cachorros que permaneceram juntos após um deles ser atropelado devem ter suas histórias transformadas pela adoção. A ONG de proteção animal que os resgatou e levou para um lar temporário tem sido procurada por famílias interessadas em adotá-los.

O caso gerou comoção após um dos cães ficar ao lado de seu amigo, que havia sido atropelado. Companheiro leal, ele passou a noite inteira cuidando do cachorro ferido. O acidente aconteceu no último domingo (14) na cidade de Iguatu, no Ceará.

De acordo com a enfermeira Marina Assunção, membro da entidade Adota Iguatu, que resgatou os cães, o animal que foi atropelado tem apresentado melhora. Inicialmente, os ativistas acreditaram que ele havia lesionado a coluna, já que não conseguia ficar em pé. No entanto, agora o cachorro passou a levantar e caminhar, embora ainda com dificuldade.

“Acreditamos que não há um problema na coluna. O problema dele é neurológico, a gente fala, mas ele não olha fixo para a gente”, afirmou a protetora de animais.

“Vamos observar a evolução dele durante essa semana e, caso ele continue como está, então levaremos para uma clínica em Juazeiro do Norte, para fazer outros exames que não temos aqui, mas vamos esperar como ele reage à medicação”, completou.

Os cães foram batizados de Caju e Castanha. Inseparáveis, eles só serão doados para uma família que queira adotar os dois juntos. “Eles só vão para a adoção quando o ferido estiver totalmente recuperado. Quando ele estiver bem é que começaremos as entrevistas, que serão bem rigorosas. Muita gente está querendo adotar, tem até um humorista, mas será necessário esperar essa recuperação e detalhe: só permitiremos que sejam adotados juntos e analisar se realmente gosta, se não é só status e se possui espaço adequado para os dois”, disse.

Graças à repercussão do caso, a entidade conseguiu arrecadar fundos para o tratamento do cachorro atropelado. “A ONG não tem recurso de nada. Apenas doações que as pessoas doam em casos que cuidamos. Estamos recebendo muito mais ajuda nesse caso do que em outros que talvez eram até mais graves, mas que não tiveram tanta repercussão”, concluiu.

Fonte: anda.jor.br

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