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Polícia apreende e solicita perícia de ossadas de cães após denúncia de eletrocussão em Barras, PI

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Polícia apreende e solicita perícia de ossadas de cães após denúncia de eletrocussão em Barras. Foto: Divulgação/PCPI

A Polícia Civil do Piauí desenterrou ossadas de cães para investigar as denúncias de que os animais estariam sendo mortos eletrocutados no Centro de Zoonoses de Barras, município a 130 km de Teresina. O veterinário responsável pelo Centro chegou a confirmar eletrocussão durante entrevista. Prefeitura negou as denúncias (veja íntegra da nota da prefeitura ao fim da reportagem).

De acordo com o titular da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, delegado Emir Maia, um inquérito foi aberto e integrantes da prefeitura de Barras devem prestar depoimentos na próxima semana.

“Ouvimos testemunhas, o caso encontra-se em andamento. Exumamos restos mortais de animais que foram enterrados e encaminhamos para a perícia criminal. Algumas substâncias químicas também foram apreendidas, estamos aguardando resultado”, informou o delegado Emir Maia.

Em julho deste ano, o titular da Delegacia de Polícia de Esperantina, delegado Ayslan Magalhães, informou que o veterinário Elivelton Luís, responsável pelo Centro de Zoonoses chegou a confirmar a prática em entrevista, além de haver indícios de que os animais sejam mortos com choques elétricos (veja vídeo abaixo).

“A prefeitura nega, mas o veterinário chegou a confirmar que eles são mortos eletrocutados depois de serem sedados. Nós vamos investigar tanto a conduta deste profissional quanto a situação do Centro de Zoonoses”, informou Ayslan Magalhães.

No entanto, ao G1, o veterinário Elivelton Luís negou a informação prestada anteriormente. Segundo ele, os animais mortos no Centro de Zoonoses da cidade são aqueles que testaram positivo para leishmaniose, doença também conhecida como calazar. Após sedação, uma medicação seria administrada nos animais para a execução da eutanásia.

 “Se isso [eletrocussão de animais] acontecia, era antes. Agora, o procedimento é todo regulamentado. Não há sacrifício de animais eletrocutados. Nós seguimos protocolos e usamos a medicação recomendada”, declarou.

Anísio Ferreira, médico veterinário e presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Piauí, diz que a prática da eletrocussão não é mais aceita e é considerada maus-tratos no país.

Maus-tratos contra cães e gatos podem levar à prisão

O crime de maus-tratos, abuso ou violência contra cães e gatos prevê pena de até cinco anos de reclusão, além de multa e proibição da guarda para quem praticar. A pena pode ser ainda maior, de um sexto a um terço, se o crime causa a morte do animal.

As denúncias envolvendo maus-tratos ou outros tipos de crimes contra qualquer animal podem ser feitas através do número 190, da Polícia Militar, ou buscando a delegacia de Polícia Civil mais próxima para registrar a ocorrência.

Confira a nota da prefeitura na íntegra:

A direção do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) vem a público esclarecer que, no tocante ao controle do Calazar, o CCZ obedece a um protocolo legal recomendado pelo Conselho Federal de Medicina Veterinaria, que tem por objetivo evitar que cães que precisam ser sacrificados passem por sofrimentos.

A rotina inclui realização de teste rápido para o calazar. Este dando positivo, a equipe do CCZ juntamente com os agentes de endemias, submetem o cão a um exame mais específico: uma sorologia sanguínea, que é enviada ao LACEN. Dependendo do resultado – positivo ou negativo – e das condições clínicas, o animal pode ser destinado a eutanásia.

No CCZ, a eutanásia é feita, com o animal previamente sedado, anestesiado, através da utilização do pré-anestésico Acepran. Depois com o anestésico Ketamina, composição esta que impossibilita o animal a sentir qualquer dor mínima, como também impede que passe por sofrimento.

Nos casos de leishmaniose avançada, o sacrifício é inevitável porque, além dos cães, as pessoas podem ser contaminadas, ficar com sequelas graves e até morrer em decorrência da enfermidade. A propagação precisa ser evitada para a proteger a população.

Fonte: G1

 

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